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Museum Nacht: uma noite pelos museus de Amsterdã

Museum Nacht: uma noite pelos museus de Amsterdã.

A Holanda é a terra dos festivais, tem festival de vinho, de comida vegana, de meditação, de cervejas artesanais, de Yôga, de todos os tipos de música, de café, de coquetéis, só pra citar alguns.

Logo que eu cheguei em Amsterdã tinha a sensação de que todo mundo em volta sabia o que estava acontecendo na cidade, menos eu (o que, provavelmente, era verdade). Mas aos pouquinhos eu fui começando a entender a dinâmica dos tais dos festivais e descobri alguns jeitos de saber quais iam rolar ANTES deles acontecerem.

Por incrível que pareça o Facebook e cartazes pelas ruas são as formas que funcionam melhor pra mim. No meu caminho pedalando pro trabalho eu venho prestando atenção nos cartazes e pesquiso depois o que tiver me chamado a atenção. Se me interesso por algum, compro logo porque muitas vezes esgota.

E esse ano eu já estava de orelha (e olhos) em pé pra Museum Nacht (ou “noite do museu”, em tradução literal). Já tinham me falado que em novembro rolava esse festival em que a maior parte dos museus da cidade abre durante a noite e que, dentre a ampla programação, você acha festas incríveis. Imagina uma balada dentro do Rijksmuseum (aquele museu lindão que fica logo atrás do letreiro IAMSTERDAM e que pronuncia RRRAIQUISMIUSIUM, com aquele R paulistano do ‘”poRque” no começo)?

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Quando vi a propaganda, já corri pra comprar e ainda bem que fiz isso, porque os ingressos esgotaram mais de uma semana antes do evento. O preço não foi tão barato, € 20,79 com a taxa de conveniência do site, mas valeu a pena.

Ok, mas o que tem de tão legal nesse festival? Bom, além de você ter acesso às coleções permanentes e às exibições temporárias dos mais de 50 museus participantes na cidade, eles promovem mais de 250 eventos. Dá pra pegar um barco pelos canais no Grachtenhuis, ter uma aula de culinária científica no NEMO, fazer uma meditação guiada na Nieuwe Kerk, costurar uma fantasia de Cupido no Hermitage ou (como eu) sair de balada em balada pelos museus de Amsterdã.

E o ticket ainda te dá o direito de visitar um dos museus participantes mais uma vez entre o dia seguinte do festival e 31 de dezembro. Se você pensar que o ingresso pro Rijksmuseum é € 17,50, pro Van Gogh é € 18,00 pro NEMO é € 16,50, só de você ir um desses museus depois já compensou, né?

Eu fiz meu roteiro com antecedência pra não ficar feito barata tonta no frio de novembro procurando pra onde ir. Fucei o site do evento, pedi indicação pra amigos holandeses, abri o mapa pra ver o que fazia mais sentido. Os eventos acontecem em horários diferentes, então é importante se planejar pra não chegar em algum lugar 15 minutos antes de acabar, porque você sabe, né, na Holanda não tem aquela de “até o último cliente”, deu o horário, acabou.

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Meu planejamento começou com uma Silent Disco (aquelas baladas em que não tem música ambiente, fica todo mundo na pista de dança com fones de ouvido) no Rijksmuseum. Eu acho essas baladas meio estranhas, mas como eu só tinha visto elas de fora e queria ver o museu por dentro, resolvi que valia a parada.

O que eu não esperava era ver uma festa incrível no átrio principal do museu. DJ’s, música daquelas animadas antiguinhas que a gente adora, show de luzes, tão legal que quase deixei a Silent Disco pra lá. Se eu não estivesse tão curiosa pra ver os outros museus da programação, tinha passado a noite toda lá.

Rijksmuseum

De lá peguei o tram até o Hortus Botanicus Amsterdam, o Jardim Botânico de Amsterdã, pra Dansen Tussen de Planten (“Dançando entre as plantas”). A música era em clima tropical: calypso, mambo e por aí vai, de novo não muito meu estilo, mas o espaço lá dentro é maravilhoso, com uma das estufas toda iluminada e lotaaaado de gente.

Terceira parada da noite, o NEMO, o museu de ciências de Amsterdã, aquele que você ê quando está perto da Estação Central e tem o formato da proa de um navio. Eu fui pra lá atraída pela Liquid Lounge, cujo tema era Party like it’s 1969 (“Festeje como se fosse 1969”), mas acabei me interessando mais pelos 5 andares do museu (que eu não conhecia), com um andar sobre um tema diferente (ser humano, elementos, fenômenos e por aí vai) e bem interativo. Foi o museu que eu tive mais vontade de voltar com calma.

Parada final: Scheepvaartmuseum (tenta pronunciar esse, é Isrreep-faart-miusium, com o primeiro erre raspando a garganta), o Museu de Nacional Marítimo. O prédio em si é lindíssimo, na beira da água, e a festa aconteceu no átrio central que tem tamanho pra abrigar uma balada de respeito. Música animada, todo mundo dançando, luzes sendo projetadas no teto e um bar só com coquetéis. Minha sensação é que esse foi o ponto final da noite da maioria das pessoas, primeiro porque a fila pra entrar estava considerável e depois porque era uma das poucas festas de grande proporção que iam até 2h da manhã.

Cheguei em casa com os pés doendo, mas podendo afirmar que esse já virou um dos meus festivais preferidos por aqui.

Então minha dica é: se você estiver planejando vir a Amsterdã em novembro, inclua a Museum Nacht no seu roteiro! O evento de 2019 já tem data: sábado, 02/11.

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