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Paris com crianças no verão europeu

Paris com crianças no verão europeu.

Na onda das indicações e feliz pela chegada do verão, vou apresentar nesse texto dicas de viagem e o roteiro que fiz em Paris com as crianças.

Esse roteiro é de julho do ano passado, quando me enfiei com minhas filhas na “eurotrip” de um amigo com a filha. Assim, fomos meu amigo com a filha de quase 15 anos e eu com minhas duas de 8 e 6 anos.

Como tínhamos muita diferença entre as idades, tentamos combinar o máximo de atividades que podíamos fazer juntos, mas também deixamos em aberto horários para o caso de ele ver algo mais adulto ou jovem e eu mais infantil, no fim, acabamos com quase todas as atividades iguais.

Sobre a região onde se hospedar em Paris, ficamos perto da Gare du Nord, por questão de linha de metrô acessível (além de ser a primeira estação para a Disney Paris) e também por questões de orçamento, de todas as formas, recomendo a região.

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Outra coisa muito importante é saber que as temperaturas do verão europeu podem superar os 40 graus de sensação térmica, além de ter um clima muito seco, por isso, para não esgotar as crianças, todos os dias fizemos atividades pela manhã com saída entre às 8:30 ou 9:00 ou um pouco depois – afinal, é férias – até às 13 e pouco, quando parávamos para comer, voltávamos para o hotel e descansávamos, tomávamos um banho e nos refrescávamos para voltar a sair entre 16:30 e 17:00, aproveitando a luz do sol que vai até as 22:00 nessa época do ano.

Chegamos no dia 20 de julho e para o primeiro dia foi apenas conhecer a região, a estação da Gare du Nord que é linda, passear um pouco às margens do Sena pelo entardecer e buscar algo para comer. Sobre o idioma, descobri que o espanhol é mais fácil de ser utilizado com os franceses do que o inglês.

No segundo dia pela manhã, pegamos o trem para Versailles (o trajeto dura uns 40 minutos) e pela manhã fomos conhecer o Palácio e os Jardins. Uma informação muito legal é que a maioria dos museus e locais históricos não cobram a entrada de menores de 18 anos de qualquer nacionalidade, nem entre 18 e 25 anos se você tem qualquer cidadania ou residência europeia, por isso, vale a pena verificar. No Palácio pagamos apenas a visita dos Jardins, mas não a do Castelo.

Jardins de Versailles – Foto arquivo pessoal

As filas são enormes e seguimos a dica de ir primeiro aos Jardins para depois fazer a visita interna, mesmo assim, esperamos quase 3 horas para entrar e outra coisa, coloquem pulseiras de identificação nas crianças, acho que nunca vi tanta gente junta na minha vida, parecia trio da Ivete no carnaval de Salvador. É tudo muito organizado e cheio de segurança, mas não custa evitar.

O almoço do dia acabou sendo um piquenique nos Jardins e creio que é desnecessário dizer que valeu cada segundo, como disse uma amiga minha, aquele lugar reluz. Saímos de lá esgotados, fomos direto para o hotel descansar um pouco. Pela tarde a programação foi leve, caminhamos por uma margem do Sena até o monumento da Bastilha e pelo bairro do Marrais e depois voltamos pela margem oposta até ver o sol se pondo por detrás de Notre Dame, além de jantar.

foto Notre Dame ao fundo – Arquivo Pessoal

Dia 3 foi dia de museu, pela manhã pegamos o trem até o Louvre e a dica aqui é chegar pelo menos 30 minutos antes de abrir, nessa hora a fila já estava bem grande, mas quando realmente abre, a fila está impossível. Não adianta querer conhecer o Louvre inteiro em um dia ou, no nosso caso, em uma manhã, separamos antes as obras que queríamos muito ver, montamos um roteiro que encaixava algumas outras interessantes, mas não imprescindíveis e terminamos na seção egípcia do museu, que foi o ponto alto das crianças, já que elas viram a múmia. O Louvre também está nas atrações com gratuidade, além de ser muito preparado para quem leva os pequenos.

Saímos de lá, almoçamos e fomos direto conhecer Notre Dame, como sempre nessa época, esteja preparado para filas e mais filas, depois da igreja, estávamos na linha do metrô que levava até um castelo que está mais perto de Paris e meu amigo tinha lido a respeito. O Chateau de Vincennes era o maior da Idade Média na França, além de ter uma capela com vitrais que merecem a visita.

Depois disso, estávamos esgotados, hora descansar porque a atração da noite era uma das mais esperadas, inclusive pelas pequenas. Finalmente, chegamos na Torre Eiffel para subir ao topo e assistir ao pôr do sol. Mágico é pouco para descrever, mas se a sua intenção é fazer o mesmo, chegue contando com pelo menos 2 horas de fila, ou seja, não adianta chegar faltando 15 minutos para o sol se pôr que não vai dar tempo.

Por do Sol da Torre Eiffel – foto arquivo pessoal

Último dia útil em Paris, era o dia mais esperado, Disney lá vamos nós… Não posso comparar com nenhuma outra, pois é a única que conheço, as meninas aproveitaram como duas loucas e acho que foi o único dia que os roteiros não bateram, já que meu amigo e a filha foram em brinquedos de aventura em geral e eu para os que eram da idade das minhas, embora nenhuma das duas tenha se interessado em abraçar princesas ou algo do tipo – a frase do dia era basicamente: “Montanha Russa sem as mãos, mamãe!”.

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Compramos os bilhetes apenas para um dia em um parque, dizem que é possível visitar os dois parques em um dia, mas achei desnecessário com duas crianças pequenas. Deixamos para uma próxima, com mais um dia de parque.

Também não ficamos até o show de encerramento, que termina lá pelas 23:00. Meu amigo ficou com a filha dele e recomenda a experiência, mas reclamou do trem na volta, que fica lotado e demora quase 1 hora para chegar em Paris, por isso, tenha essa informação na hora de planejar. Eu voltei com as meninas lá pelas 22:00, esgotadas, suadas, felizes usando orelhinhas da Minnie, sentadinhas num trem vazio e não me arrependo.

O último dia foi somente o tempo de tomar um café da manhã cheio de macarrons e ir para o aeroporto, viajar é muito bom, mas a sensação de voltar para casa não tem explicação.

Sobre o transporte em Paris, compramos o bilhete integrado para 5 dias que incluía a região da Disney, os castelos e também os aeroportos. Como a maioria dos transportes públicos pela Europa, funcionaram bem e foram mais que suficientes para a nossa locomoção.

Paris é um lugar que eu certamente voltaria com ou sem as crianças, posso dizer por todos que amamos conhecer a capital francesa e nos deixou com um gostinho de quero mais.

Espero que tenham aproveitado as dicas, até o próximo mês!

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