Ponte Cầu Vàng, a famosa ponte das mãos no Vietnã: vale a pena visitar?

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A famosa ponte Cầu Vàng, em Da Nang. Fonte: arquivo pessoal.
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Ponte Cầu Vàng, a famosa ponte das mãos no Vietnã: vale a pena visitar?

A vista é impressionante. Duas mãos gigantes de concreto seguram uma ponte no alto de uma montanha localizada a 1.400 metros de altitude. O panorama que se tem de lá de cima é incrível. Pode-se ver as montanhas ao redor, o mar. A ponte em si, com as duas mãos a segurando é algo bastante incomum, o que impressiona qualquer visitante. Mas vale a pena visitar?

A ponte Cầu Vàng, vietnamita para ponte dourada, foi aberta ao público em junho de 2018. Está localizada num parque temático chamado Bà Nà Hills. Nesse parque estão localizados um vilarejo francês, alguns jardins, um templo, um museu de figuras de cera no estilo Madame Tussauds, dentre outras atrações.

Esse parque fica localizado a 35km da cidade de Da Nang (Đà Nẵng), a mais importante cidade do Vietnã central. Para chegar até o Bà Nà Hills partindo de Da Nang a maneira mais fácil é pegar um táxi ou reservar um excursão com alguma agência. Chegando ali, se pega um teleférico para subir ao topo da montanha. O traslado dura, em média, de 10 a 15 minutos. A entrada no parque custa 700.000 Vietnam Dong, cerca de R$ 123.00. Não é barato, mas o preço inclui a visita a todo o resort, ou seja, o traslado de ida e volta no teleférico e outras visitas no topo da montanha, como a ponte, os jardins, etc.

Mas será que é uma visita que vale a pena?

A ponte Cầu Vàng tem cerca de 150 metros de comprimento, pode ser atravessada em apenas alguns minutos, dependendo de cada pessoa. Alguns vão querer ficar ali mais ou menos tempo para tirar fotos. O lugar é extremamente cheio, é um ponto de turismo em massa. Na ponte mal se pode caminhar de tanta gente. E assim é por todo o resort, extremamente lotado de turistas, principalmente asiáticos.

Esse tipo de parque, contendo por exemplo uma réplica de um vilarejo europeu, é algo que corresponde ao gosto asiático. Lembro de ter visto que havia algo parecido na China, há alguns anos atrás. A grande maioria dos turistas que visitam o parque Ba Na Hills são vietnamitas, mas também há muitos coreanos e tailandeses. Há turistas ocidentais também, mas são a minoria e com certeza visitam o parque principalmente para ver a ponte.

Eu a visitei em agosto, 2 meses após ela ter sido aberta ao público. Sabia que estaria lotada de turistas e também que o parque em si não me interessava, por isso confesso que, para mim, pelo menos, não foi uma experiência proveitosa. A curiosidade falou mais alto e, como estou vivendo no Vietnã de qualquer forma e estava viajando pela região – fiquei 4 dias na famosa cidade histórica de Hoi An, quis aproveitar para visitar. Não me arrependo porque para mim era um momento propício, mas fui apenas pela curiosidade de ver a ponte e queria voltar o mais rápido possivel. Fazia muito calor, não se conseguia caminhar livremente para lugar nenhum de tão cheio de turistas que é. Por outro lado, as vistas são muito bonitas do alto da montanha, e é a oportunidade de visitar a famosa Golden Bridge.

A Cầu Vàng foi planejada por um escritório de arquitetura de Saigon, ou Ho Chi Minh City. Os criadores disseram que a idéia era passar a impressão de que fossem as mãos de Deus segurando a ponte. O lançamento viralizou na internet e o mundo todo começou a falar da ponte. Até no Brasil muitas páginas dedicaram artigos sobre a mais nova atração do Vietnã.

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Da Nang, que é a cidade mais próxima do parque, fica na costa central do Vietnã, a uns 20km de Hoi An, uma encantadora cidade histórica, patrimônio da humanidade pela UNESCO.

Hoi An é conhecida pelo centro histórico extremamente bem preservado, remetendo a seu passado de cidade portuária. A arquitetura mistura elementos chineses com coloridas casas em estilo colonial francês e casas típicas vietnamitas. Infelizmente também é um lugar tomado pelo turismo em massa. Para mim foi sem dúvida muito interessante conhecer o centro histórico, mas minha intenção ao ficar ali por 4 dias era aproveitar para fazer passeios de bicicleta pelos vilarejos da região.

Centro de Hoi An ao entardecer. Fonte: arquivo pessoal.

Poder andar de bicicleta em meio a arrozais, observando a rotina dos vietnamitas desses vilarejos valeu muito a pena. Também aproveitei para visitar o povoado de Tra Que, famoso por suas hortas. Aluguei uma bicicleta na pensão onde estava ficando e simplesmente pedalava pelos arredores, sem guia.

Em Tra Que entrei em contato com um operador local, uma família que gerencia parte das hortas. Eles oferecem aulas de culinária, cursos para aprender a fazer papel de arroz (muito usado na culinária local) e também oferecem um tour guiado de Farming experience, ou seja, experiência na fazenda (na verdade em um sítio) para conhecer as hortas, aprender o que eles plantam, como e por quê. O almoço está incluido no preço pago. E o visitante conhece os tios e as tias que trabalham nas hortas e pode acariciar um búfalo d’água de estimação que a família tem. Em muitos lugares no sudeste asiático ainda se usam os búfalos para ajudar no cultivo de arroz.

Hoi An também tem praias. Há opções de hoteis perto ou diretamente na praia e outros que ficam mais longe delas, precisando de uma bicicleta ou táxi para acessá-las.

Vilarejo de Tra Que. Fonte: arquivo pessoal.

A região central do Vietnã também tem a cidade imperial de Hue, que foi sede da dinastia  de imperadores Nguyen e capital nacional de 1802 a 1945. Fica a aproxidamente 2 horas de Da Nang ou 3 horas de Hoi An.

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Afinal, vale a pena ou não visitar a ponte Cầu Vàng? Depende do seu tempo e de suas prioridades. Se não tem muito tempo no Vietnã e está com o orçamento mais apertado, não recomendo. Vale muito mais a pena aproveitar as outras maravilhosas atrações da região, seja para relaxar na praia ou visitar as cidades históricas de Hoi An e/ou Hue. Caso você tenha um pouco mais de tempo e possa gastar um pouco mais e se a curiosidade for tão grande como a minha, claro que é interessante visitar. Apenas deve se levar em conta que não é uma experiência relaxante, e o lugar fica extremamente lotado de turistas. Mas essas visitas também fazem parte da vida de viajante.

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