BrasileirasPeloMundo.com
Portugal

Preconceito e discriminação: você pode sofrer um dia

Preconceito e discriminação: você pode sofrer um dia!

Você gosta de ser discriminado? Não? Então leia este texto!

O mundo contemporâneo tem vivenciado um grande fluxo de migrantes. De acordo com as Nações Unidas mais de 230 milhões de pessoas vivem fora do seu local de nascimento. Diariamente abrimos os jornais, sites e blogues na internet falando sobre migrações e migrantes de todos os tipos, dentro do seu próprio país e também migrantes internacionais.

No mundo das migrações existem pessoas que mudam de país porque foram transferidas por suas empresas, pessoas que estão desempregadas e sem perspectivas, jovens que querem ter uma experiência fora do seu país, mulheres e homens que encontraram o amor em terras distantes, pessoas que simplesmente tentam fugir das guerras e crises pelos quais passam muitos países da terra, etc.

As migrações fazem parte da vida de todos nós! Quem aí não tem um parente, um amigo, um conhecido que já foi, é, ou será imigrante?

Podem ser muitos os motivos que fazem uma pessoa sair do seu lugar, da sua terra natal e procurar outro país para viver. Os imigrantes enfrentam muitos problemas nesta jornada mas, talvez o que mais pode dificultar a vida de quem imigra é ter que suportar, muitas vezes, o preconceito e a discriminação.

Leia também: tudo que você precisa saber para morar em Portugal

Aquela “ideia” que cada um tem do “outro” baseada no fato da pessoa ter uma determinada nacionalidade ou pertencer a um determinado grupo é preconceito, mesmo que seja positivo. Quer entender isso? Me conta aí se TODOS os brasileiros sabem sambar, amam futebol e vivem na praia bebendo uma cerveja gelada? Você concorda que isso não é verdade, não é mesmo?

Pois é, em todos os países é assim. Nem todo alemão é lindo, alto, loiro e tem olhos azuis; nem todo indiano vive rezando nos templos; nem todo português tem bigode e “nem toda brasileira é bunda” como já dizia Rita Lee. Pois é… Infelizmente o mundo ainda está cheio de “pré-conceitos” e de pessoas preconceituosas. E preconceito anda de mãos dadas com a discriminação.

E porque isso é importante para uma pessoa que pensa em mudar de país? Porque qualquer um pode passar por isso quando muda de país, quando a pessoa deixa o “seu grupo” para entrar em “outro grupo”. A Cristiane contou para nós a experiência que ela teve lá na Dinamarca.

Muitos países europeus têm as suas políticas para integração de imigrantes que incluem legislação sobre discriminação. Na última pesquisa divulgada esse ano, Portugal ficou em segundo lugar entre os países estudados com as melhores políticas para integração de imigrantes. Contudo, a vida diária das pessoas não é feita só de políticas mas sim, no meio de outras pessoas que têm as suas crenças, os seus valores – e os seus preconceitos.

Leia também: como tirar o visto D7 para morar em Portugal

Em Portugal, infelizmente, ainda existe preconceito e discriminação e os brasileiros (homens e mulheres) são o grupo estrangeiro que mais sofre preconceito e discriminação de acordo com o Relatório da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA). Esta pesquisa, realizada em 2008 e divulgada em 2010 através do relatório “Data in Focus Report 5: Multiple Discrimination”, refere que 74% dos brasileiros que viviam em Portugal já tinham se sentido discriminados e 10% dizia ter sido discriminado por vários motivos.

Quer saber como isso pode afetar a vida de uma pessoa? Conheço vários casos de brasileiros e brasileiras com dificuldades para alugar casa em Portugal pelo simples fato de “ser brasileiro”. Uma amiga estudante de doutorado queria alugar um apartamento perto da universidade com mais duas colegas. Tudo certo, documentação toda em dia, fiadores e, quando foram à imobiliária tratar com o dono da casa e o dono viu que eram brasileiras disse que não ia mais alugar para elas.

Com tantos casos acontecendo ao longo dos tempos e com um programa de televisão que incluía uma personagem brasileira hipersexualizada, no ano de 2012, um grupo de mulheres brasileiras elaborou um manifesto em repúdio ao preconceito contra mulheres brasileiras em Portugal. Você pode conhecer aqui um pouco mais sobre essa história.

Em 2014 alguns estudantes da Universidade de Coimbra divulgaram imagens de um projeto falando sobre discriminação que envolvia brasileiros e brasileiras naquela Universidade. O mais recente caso se deve a uma notícia veiculada pelos jornais sobre a discriminação que mulheres brasileiras vêm sendo vítimas na chegada ao aeroporto de Faro. Isto está acontecendo em 2015!

Leia também: como abrir conta bancária em Portugal

Claro, nem todas as pessoas vão passar por isso mas, se você pensa em ser imigrante internacional algum dia, comece JÁ a pensar nas suas atitudes de hoje. Você quer ser vítima de preconceito e discriminação? Ninguém quer, não é mesmo?

Então reveja os seus conceitos e veja se no lugar onde você está agora você mesmo não é alguém que pratica o preconceito e a discriminação por qualquer motivo: cor da pele, religião, deficiência, condição socioeconômica, local de nascimento, opção sexual, etc.

E você que chegou até aqui e já passou por isso, conta pra gente aqui embaixo nos comentários!

Related posts

Visite Lisboa como um local

Cristina Hélcias

Como comprar imóvel em Portugal?

Ana Tavela

A coragem de quem fica no Brasil

Ana Tavela

64 comentários

Elisete Serrano Contar Novembro 25, 2015 at 1:47 pm

Meu nome e Elisete, sou brasileira, tenho 61 anos, cheguei a Portugal há dois meses e percebi o quanto a fama das brasileiras é ruim. Todos têm estórias de mulheres que desfizeram lares, roubaram bens e há inclusive um apelido para nós, as brasucas. Já respondi a algumas pessoas que desonestos de diversas nacionalidades tiveram péssimo comportamento no Brasil, e nunca dissemos que esta ou aquela nacionalidade e desonesta ou sua reputacao duvidosa. Ser imigrante em qualquer país é complicado.

Resposta
Lyria Reis Novembro 26, 2015 at 7:06 pm

Olá Elisete,
Muito obrigada por comentar!
O mais importante é nunca generalizar. Cada pessoa é uma pessoa, como eu e como você! 🙂
Abraço!

Resposta
tupiantigoValria Fevereiro 1, 2016 at 1:40 am

Adoro essa choradeira portuguesa de “lares desfeitos”. O cara troca a família por outra mulher e a culpa é de quem? Da mulher, é claro. Nada mais natural para uma sociedade machista. Esta aí uma herança que nos deixaram.

Resposta
Juraci Pike Novembro 25, 2015 at 7:32 pm

Lyria, gostei muito do teu texto. Tenho ca’ comigo que o preconceituoso(a) e’ um(a) ignorante, tem visao curta e auto-estima negativa. Jamais a raca humana se vera’ livre dessa cultura negativa, considerando que e’ culturada e proliferada atraves dos ensinamentos religiosos, do poder aquisitivo, do genero, de racas etc. Sou de uma geracao (tenho 68 anos) que passou os melhores anos da vida tentando driblar os preconceitos, mas as vezes em que me vi tendo uma crise aguda ou expelindo um veneno, que costumo creditar a minha educacao de berco e formal, paro e repenso e me sinto extremamente envergonhada e procuro me reorganizar e reeducar. Facil assim. Hoje em dia, posso afirmar que tenho 99% desse mal sob controle, sem falar nos sofridos e engolidos. E aqui fica minha admiracao pela habilidade que voce usou ao abordar o assunto. Abracos. xxx

Resposta
Lyria Reis Novembro 26, 2015 at 7:10 pm

Olá Juraci!
Muito obrigada pelo seu comentário e por ler o blog há tanto tempo! 🙂
Todos nós podemos (e devemos) “nos educar” diariamente.
Abraço!

Resposta
Francisco Nobre Novembro 26, 2015 at 11:13 am

Vou te dizer que não precisa sair do Brasil para passar por isso. Sou nordestino e vivo em São Paulo desde os 6 anos de idade. Hoje, com 48 anos, poderia considerar-me paulista? Até que sim, do meu ponto de vista. Mas, não do ponto de vista da sociedade paulista. Sofri discriminação pesadíssima durante a infância e adolescência. E ainda hoje, vez ou outra, deparo-me com comentários preconceituosos.

Resposta
Lyria Reis Novembro 26, 2015 at 7:21 pm

Olá Francisco,
Muito obrigada por ler o blog e contar a sua história!
Pois é, infelizmente não é preciso sair do Brasil para passar por isso.
Você foi imigrante e passou por isso…
Se ensinarmos para as nossas crianças a valorizar a diversidade como uma riqueza e a não ter preconceitos quem sabe o futuro possa ser melhor para todos?
Continue a nos acompanhar! 🙂 Muito obrigada!

Resposta
Gisele Novembro 26, 2015 at 1:54 pm

Adorei seu texto Lyria! É bem por aí mesmo. O brasileiro sempre é tomado por festeiro e as mulheres por serem “sensuais” mas isso é um estereótipo negativo do qual cada um tentará se desfazer ao se tornar imigrante. E tentar reagir com parcimônia aos eventos de discriminações que venham sofrer. Nao é fácil, mas a gente consegue! Um abraço.

Resposta
Lyria Reis Novembro 26, 2015 at 7:39 pm

Olá Gisele!
Muito obrigada por comentar! 🙂
A Fernanda também já escreveu um texto bem legal sobre estereótipos. Veja aqui http://www.brasileiraspelomundo.com/suica-sobre-estereotipos-400910332
Abraço!

Resposta
Erika Martins Carneiro Novembro 28, 2015 at 1:00 am

Muito bom, Lyria. Eu percebi isso desde o aeroporto em Lisboa até o tratamento que recebia em algumas lojas, mas não sabia da estatística oficial. É triste. Mas um dia, quem sabe, muda?

Resposta
Lyria Reis Novembro 28, 2015 at 7:02 pm

Olá Erika!
Muito obrigada por comentar!
Eu ainda acredito e acho mesmo que podemos contribuir para a mudança!
Abraço! 🙂

Resposta
mia20036 Novembro 29, 2015 at 7:42 pm

Olá, desculpa estar a perguntar isto num post que não é sobre o assunto mas aqui vai:

Sou portuguesa, moro em portugal e tenho agora 12 anos. Aqui em Portugal á alguma forma de eu fazer um exame e passar para o 8 ano sem frequentar o 7???

É que a matéria da escola é muito fácil e tenho tido sempre 100 e já sei também a matéria até ao 9° por isso gostaria de avançar para o 8°

Beijinhos

Resposta
Lyria Reis Novembro 30, 2015 at 9:23 am

Olá Mia,
Muito obrigada por ler o blogue e por comentar.
Eu já escrevi um texto sobre o “Sistema de Ensino em Portugal” que está neste link. http://www.brasileiraspelomundo.com/portugal-o-sistema-educativo-parte-i-22114674
Eu não sei se existe algum exame nesse sentido em Portugal mas, será mesmo que não há nada para aprender no 7º ano? Será que vale a pena saltar?
Para responder a sua dúvida eu sugiro que você pergunte para os seus professores ou então na secretaria da sua escola?
Boa sorte!

Resposta
Ana Janeiro 27, 2016 at 8:44 pm

Sim, muito verídico. Estudei em Coimbra nos últimos seis meses e não consigo me lembrar de um dia que não tenha passado por algo assim. Primeiro, sou brasileira, segundo, MULHER, ou seja, é praticamente o mesmo que dizer não me respeitem e falem as merda que quiser, afinal, sou brasileira, e eles conhecem como são as mulheres do Brasil. É extremamente triste, inclusive as portuguesas tem essa ideia.

Resposta
Rui Cândido Silva Pereira Pereira Junho 29, 2016 at 2:51 pm

Sinto muito que seja assim Ana , mas nem todos os Portugueses são mal Formados !… Penso que em todo o Mundo existe Pré -Conceitos Formatados que criam Escola . No Brasil em Relação a Portugueses há anedotário e tudo !… Assim como cá com os Alentejanos , só que eles reagem na sua maioria , duma forma que desarma qualquer um , Rindo-se da Própria Anedota e tudo acaba ali , penso que o que está na Génese da questão é a Formação , Educação e a Capacidade de Autoanálise , se estas três Áreas forem complementadas o Problema seria Corrigido muito Fácilmente de qualquer forma Coragem e mostra as Pessoas que opiniões Préconcebidas estão Erradas , Força .

Resposta
Grazielle Souza Agosto 25, 2016 at 4:16 pm

Verdade, nem todos os portugueses são mal formados, mas aqui no sul, região do Algarve de Portugal, os portugueses estão de parabéns no que diz respeito ao pre-conceito e à falta de respeito aos brasileiros e principalmente às brasileiras. Moro aqui à 7 meses e no momento trabalho numa empresa em sua maioria masculina, e vivencio isso muito quase que todos os dias. Há excessões, mas aqui, estes são os que não fazem piadas ou generalizam a respeito do Brasil e brasileiros.,

Resposta
Sandra Janeiro 28, 2016 at 9:18 pm

posso te fazer uma pergunta? moro na italia tenho cidadania italiana e meu marito é italiano, estamos de transferencia para portugal, meu marito ja é aposentado e eu tb, queria saber se o sistema de saude de portugal cobre os medicamentos, pois meu marito é diabetico e precisa tb usar outros tipos de remedios, mais td isto o governo aqui dar italia dar a ele, pq ele tem doenças cronicas , e tem mais de 65 anos, tu sabes me dizer alguna coisa, obrigada

Resposta
Lyria Reis Janeiro 30, 2016 at 9:23 pm

Olá Sandra,
Muito obrigada por ler o blogue e por comentar!
Tem um texto no blogue falando sobre o serviço público de saúde em Portugal aqui neste link http://www.brasileiraspelomundo.com/portugal-sistema-publico-de-saude-48172119
Alguns medicamentos tem comparticipação do governo. O que é isto? Quando um médico passa a receita a pessoa (utente do SNS), quando vai comprar o remédio pode ter algum “desconto” de acordo com diversos fatores incluindo a renda que tem. A comparticipação tem um porcentagem variável e dependem do tipo de medicamento, do tipo de doença, de quem prescreve e outros fatores. Os medicamentos em geral não são gratuitos.

Resposta
Calos Pereira Fevereiro 12, 2016 at 12:44 pm

Tem desconto sim, no caso de medicamentos para doença cronica como diabetes paga apenas 10% do valor…

Resposta
LUIZ FERNANDO SALUM Fevereiro 14, 2016 at 12:37 am

Oi Lyria:
Muito interessante teu BLOG. Sabe, tenho vontade de aposentar e ir morar na cidade de Lagoa. Vc acha que com 1500 euros consigo sobreviver, com uma vida razoável? Quanto a discriminações, não ligo, afinal gaúcho não tem estas frescuras de pré-conceitos…..rssss
Abço.

Resposta
Lyria Reis Fevereiro 14, 2016 at 6:33 pm

Olá Luiz Fernando,
Muito obrigada por ler o blogue e por comentar!
Sugiro que você leia este texto sobre custo de vida http://www.brasileiraspelomundo.com/portugal-custo-de-vida-121819210
E também este texto sobre os tipos de visto existentes em Portugal http://www.brasileiraspelomundo.com/portugal-tipos-de-visto-151018920
Quanto à sua pergunta, tudo vai depender do seu estilo de vida e de quantas pessoas vão depender desta renda. 🙂
Se precisar de alguma orientação específica, entre em contato através do email do meu blogue pessoal.
Muito obrigada e boa sorte!

Resposta
Tarcízio Peixoto Fevereiro 24, 2016 at 11:09 pm

Cara Lyria Reis,

Eu, minha esposa e filha, vamos visitar Portugal em Maio desse ano 2016, mas com olhar de migração, já que temos cidadania portuguesa (menos minha mulher). Realmente essa questão da discriminação da mulher brasileira é terrível. O comentário da Ana foi perfeito ao dizer que a culpa não pode ser totalmente da mulher mas sim do homem português que permitiu que outra pessoa atrapalhasse o seu casamento. è uma forma de ver míope da sociedade e machista também.

Gostaria de pedir se você pode comentar um pouco sobre a cultura portuguesa, porém com um enfoque nos costumes. O que ofende o português? Como eles são na relação de trabalho? O que eles valorizam? O que os ofende? Como devemos tratá-los?

Sempre aprendi que devemos tratá-los da maneira que ELES gostariam de ser tratados! Isso é bem diferente pois entre as culturas, por mais que sejam países irmãos, há alguma diferença e sobre elas que gostaria de aprender.

Obrigado antecipadamente.

Resposta
Lyria Reis Fevereiro 25, 2016 at 12:18 pm

Olá Tarcízio,
Muito obrigada por ler o blogue e por comentar!
Esse tema é bastante complexo porque qualquer coisa que se diga é uma generalização.
Na verdade, estamos falando de pessoas e em todos os lugares há todos os tipos de pessoas, não é mesmo?
Muitas vezes, o que acontece tem a ver com a própria construção cultural e concepção/percepção do mundo de cada um e, posteriormente, no contexto coletivo da cultura.
Sugiro que você leia os outros textos meus aqui do BPM.
Leia também o meu blogue pessoal “Viver a Vida em Portugal” onde falo sobre cultura portuguesa.
Muito obrigada! 🙂

Resposta
Bibiana Março 5, 2016 at 6:06 am

Olá, sou brasileira, do Rio Grande do Sul, tenho vinte anos e estou em Leiria em um intercâmbio de 6 meses. Acabo de chegar de uma festa.Uma festa universitária.
primeiro: um rapaz chegou na minha amiga e falou que gostaria de arrancar a roupa dela e nos brincos com a boca. O mesmo cara, foi pedir desculpas e levou eu e minhas duas amigas para o meio da pista, nisso ele é os amigos nos cercaram e começaram a pular (até então tudo bem.entramos na brincadeira). Até que ouvi minha amiga falar que eles estavam pegando nela e na mesma hora ouvi um dos caras dizer “apalpem” “apalpem” . Eu nunca senti algo tão ruim em toda minha vida, fiquei sem reação. Depois alguns vieram nos pedir desculpas, fico feliz com isso pois sei que não podemos generalizar. Mas enquanto isso ele mesmo nos falou que os amigos pediram se “essas eram as brasileiras” e começou a falar coisas obscenas. É como se sentir um pedaço de carne no meio de uma jaula de leões. Não consegui mais dançar, fiquei com medo. Fiquei com receio da roupa que eu vestuário. Eu queria conseguir não me importar, mas né difícil. Estudantes, assim como nós, universitários. O preconceito não tem idade, classe social né endereço. É algo triste.

Resposta
Lyria Reis Março 7, 2016 at 10:32 am

Olá Bibiana,
Muito obrigada por ler o BPM e muito obrigada por partilhar conosco a sua experiência.
Esperemos que esta seja um experiência isolada e que não se repita!
Boa sorte!

Resposta
Alex San Agosto 30, 2018 at 3:53 am

Bom… a postagem é antiga. Porém gostaria de contribuir.
Você disse “O mesmo cara, foi pedir desculpas e levou eu e minhas duas amigas para o meio da pista” depois “Mas enquanto isso ele mesmo nos falou que os amigos pediram se “essas eram as brasileiras” e começou a falar coisas obscenas”
Se o cara já começa falando que vai arrancar a sua roupa… no Brasil ou em Portugal, você tem que encerrar a interação na hora e demostrar indignação. Este homem demostrou desde o início que suas colegas e você era um objeto pra ele. Sob efeito de álcool e objetificando vocês, passando a mão…. e se esses amigos resolvem seguir vocês… sabe-se lá o que poderia acontecer…

Resposta
CEIÇA Março 29, 2016 at 8:02 pm

Descobri seu blog hoje, por acaso. Gostei. Várias coisas chamaram minha atenção! falarei de uma, Eu tenho setenta e um anos, cheguei ao Brasil com catorze. Casei tenho quatro filhos. Fiquei viúva aos trinta e cinco anos. Voltei a Portugal em mil novecentos e setenta e dois e só. Agora preciso falar de preconceito, é algo triste demais,e eu conheço, incontáveis vezes eu sofri, algumas muito. Ainda acontece, mas amo o BRASIL,meus filhos e netos são brasileiros. Infelizmente acho que isso faz parte do ser humano, eu creio que existe em todo o planeta, e é algo detestável sim. também amo ser portuguesa. Abraço de uma portuguesa brasileira

Resposta
Lyria Abril 12, 2016 at 10:13 am

Olá Ceiça!
Muito obrigada por partilhar um pouquinho da sua história. 🙂
Preconceito é algo muito chato mesmo…
Abraço!

Resposta
Roseane Gomes Abril 9, 2016 at 4:16 pm

Estou querendo escrever sobre a discriminação no mercado de trabalho dos emigrantes, sob o aspecto da coação moral …..quando o trabalhador e demitido e não recebe seus direitos trabalhistas e sofre ameaça de perder o visto, de ser denunciado na SEf……

Resposta
Lyria Abril 12, 2016 at 10:15 am

Olá Roseane,
Obrigada por ler o texto!
Entre em contato através do email do meu blogue pessoal.
Boa sorte!

Resposta
Bete Abril 10, 2016 at 5:48 pm

Acho que é uma questão de saber se portar e se impor, estudei em Portugal e em outro país europeu e nunca aconteceu de ser assediada de maneira ofensiva, Cheguei a namorar com um europeu que vivia em Portugal e ele sempre foi muito respeitoso comigo. Andando nas ruas ninguém percebia que eu era brasileira, até eu abrir a boca e falar algo e quando isso acontecia percebia a surpresa dos portugueses ao ficarem cientes da minha nacionalidade, simplesmente pelo fato de eu não caber no esteriótipo que é propagado, dessa forma eu com a minha postura causei neles uma desconstrução de um pensamento generalizado. Identifico me com a cultura portuguesa, sou discreta e respeito os costumes dos países que vou visitar e morar, acho que isso impediu que mesmos as pessoas preconceituosos me destratassem ou tivessem algum ato indelicado comigo. Para ser sincera, a única vez que sofri preconceito na vida foi em São Paulo pelo meu sotaque nordestino, me deparei com várias pessoas mal educadas nessa cidade, mas em Portugal as pessoas eram sempre muito gentis e educadas.

Resposta
Adilson Julho 16, 2016 at 7:27 pm

Concordo plenamente com a sua colocação. A velha e boa postura pesa muito. Para derrubar preconceitos, nada melhor do que exibir uma postura respeitosa e discreta e demonstrar competência no se faz. Mostrar que você é capaz de fazer tão bem quanto ou melhor do que o outro é uma grande arma para você se impor perante os preconceituosos.

Resposta
Srta. Fe Moreira Setembro 11, 2016 at 1:14 am

No caso da Bete, ela referiu-se à postura. Não podemos postular que isso deriva da postura do imigrante. Xenofobia não é culpa da vítima. Quando você, Adilson, coloca que a “velha e boa postura” pesa muito (talvez inconscientemente) você está dando a vítima a competência de ser agredida. Sou nordestina e não tenho “sotaque e aparência” que rotularam que os nordestinos têm. Onde moro, quando afirmo ser nordestina, escuto com muita frequência em tom de elogio “Nossa! Não parece…” como se o fato de ser nordestina fosse algo negativo, um defeito… O discurso do opressor ás vezes nos toma de assalto e nem ao menos pensamos no porque falamos… Ao abrir a boca e falar, nesse simples ato a Bete afirma, que identificam-na como brasileira. Para xenófobos, isso é suficiente. Reflita um pouco acerca disso para que possamos chegar a um diálogo de deterioração da cultura da violência.

Resposta
Ramon do Martins de Oliveira Outubro 26, 2016 at 3:39 pm

Acabo de chegar de viagem de Portugal e sinceramente sofri um episodio de preconceito pasmem por parte de uma carioca, eu estava no metro em Lisboa e eu estava de chinelo e ouvi um comentário “Esse brasileiro vem pra cá de chinelo de dedo…”

Concordo que apartir de momento você respeita o espaço do outro você é respeitado e sinceramente odeio barulheira e esse contato brasileiro meloso com desconhecidos.

Resposta
Teresa Abril 15, 2016 at 1:09 am

Nasci em São Paulo, filha de pai português e mãe brasileira, o que me concedeu a dupla cidadania. Hoje tenho 32 anos e visito o país regularmente, desde os 08 anos, pois a família inteira do meu pai mora em uma cidade pequena e trasmontana. Nesta cidade, a família do meu pai é, como dizemos no Brasil, “quatrocentona”, fato este que não me isenta, de modo algum, de sofrer preconceitos (inclusive de familiares, claramente de forma velada).
Quando criança (miúda), não sofria problemas, muito embora percebesse olhares um tanto quanto ofensivos (embora sempre fosse alertada de que, qualquer coisa, era para dizer a ele); porém, como estava sempre acompanhada, não havia qualquer tipo de insinuação mais incisiva.
A coisa começou a piorar na fase da adolescência e na adulta. Sou taxada como a filha brasileira do Dr. Fulano e, portanto, só consigo algum respeito por ser a filha de quem eu sou e, infelizmente, não porque eu sou ser humano como qualquer outra pessoa.
Em cidades pequenas e no interior do país, o tamanho das línguas da população costuma ser inversamente proporcional ao tamanho da cidade.
Há alguns anos, tomando um café com um primo, este encontrou um amigo e, educadamente, fui apresentada. Eis que o tal “amigo” do meu primo disse-me que há questão de um mês, uma casa de alterne (prostíbulo) havia sido fechada e que, algumas moças que lá estavam, eram brasileiras. Não hesitei e, após, retruquei dizendo que a mãe dele também deveria ter sido presa, por ter parido um ser tão cretino quanto ele. Ele nunca esperava que uma mulher, brasileira, de 1,50 fosse dar tal resposta. Eu vi o rosto do cidadão passar por todas as cores. Ainda, questionei a razão pela qual ele me achava menos ser humano do que qualquer pessoa do mundo. No final, ele saiu pisando bem duro, bem corado e todos do café olhando para ele e para mim, uns com tom de reprovação e outros, ainda, em tom de apoio. Além, o meu primo só conseguia dar risada.
Outro episódio foi quando um tio meu questionou-me quantos idiomas eu falava, porque, como estudante universitária, era obrigatório que eu falasse, ao menos, três idiomas. Respondi na mesma hora que a filha dele possuía igual condição a minha (estudante universitária, embora de uma faculdade extremamente ruim) e que, sequer, falava e escrevia o português corretamente. Isso gerou um mal estar, pois eles acreditam que eu nunca tive instrução e educação.
Quando conclui a graduação, havia uma prima que fazia o mesmo curso que eu, ela lá e eu cá no Brasil. Quando chegou a época da admissão na Ordem dos Advogados, no Brasil, passei tranquilamente na primeira (fruto do meu esforço durante todo o curso) e, na mesma época, passou a ser obrigatória a prova para admissão nos quadros da Ordem dos Advogados, na qual, até hoje, ela não conseguiu passar, Meu avô, meu pai e alguns primos e primas ficaram extremamente contentes por mim, mas a outra parte, incluindo a minha avó, questionaram como isso era possível, se não havia alguma fraude. Disse-lhes que se havia fraude, o pai dela (irmão do meu pai) deveria saber e repartir o conhecimento deste tipo de “falcatrua” com a própria filha, uma vez que ele ficou alguns anos preso por fraude fiscal.
Quando a auto estima não está muito bem, por diversas razões e, principalmente, quando não há apoio para que estes preconceitos sejam afastados, não aconselho este tipo de atitude, pela simples razão que portugueses são extremamente machistas e, não raras vezes, brutos com mulheres, tratando-nos como objetos.
Porém, para aqueles que, como eu não se curvam, deixo meu incentivo ao sofrerem qualquer discriminação: não se abalem, esqueçam as diferenças, mirem os olhos do agressor e respondam na mesma moeda. Não se amedrontem, não se curvem a preconceitos pois todos somos iguais (inclusive, tivemos que albergar portugueses de péssima índole). Caso haja violência, procure ficar próximo a grupos de brasileiros, africanos, ciganos (que são uma das etnias que eles mais detestam) e, chamem a Polícia e o Consulado Brasileiro. Peçam um advogado oficioso (que nada mais é do que o advogado indicado pelo Judiciário Português) para acompanharem a uma Delegacia.
Nunca deixem passar impunemente. Se hoje consigo ser quem eu sou, aqui e lá, e não a filha de alguém importante, foi porquê, ao longo de alguns anos, sofri preconceitos e os enfrentei, de cabeça erguida e com o peito aberto ao diálogo.

Resposta
Lyria Abril 22, 2016 at 10:47 am

Olá Teresa,
Muito obrigada por ler o texto e por partilhar a sua história conosco! 🙂

Resposta
Nunes Junho 22, 2016 at 3:47 pm

Cara luso-brasileira.
Portugueses não são mais machistas ou violentos com as mulheres do que os brasileiros, muito pelo contrário.
Preconceito há em todos os lugares. Eu vivi muitos anos no Brasil e sei muito bem o quanto os portugueses sofrem discriminação.
Pelo seu jeito de falar,não sei para que é que tem a macionalidade portuguesa. Poderia muito bem ter a nacionalidade bradileira mas nunca a quis.

Resposta
Andréia Outubro 15, 2016 at 9:47 pm

Caro, Nuno, com todo respeito, a grosseria do português de modo geral é famosa! Claro que há brasileiros machistas e são muitos, mas, se associar o machismo com a rispidez, típica de uma boa parte dos lusos, a situação fica simplesmente complicada…

Resposta
anonima Abril 25, 2016 at 5:36 pm

Tenho dupla cidadania portuguesa e brasileira e fui muito e gratuitamente mal-tratada em países como Portugal e Italia, como turista e como cientista.

Resposta
Cecilia Abril 27, 2016 at 5:57 pm

Um pouco de diplomacia, qdo nao se vive na nossa terra, faz bem e evita conflitos. Nunca fui mal tratada como brasileira e viajo bastante.
Acho tambem q deveriamos olhar pro proprio umbigo e ver como a sociedade brasileira eh machista e trata as mulheres como cidadas de segunda classe ( favor checar os indices de violencia contra a mulher no Brasil, comparando com outros paises). Deveriamos comecar a arrumar a casa em casa.

Resposta
samuel Julho 16, 2016 at 8:06 pm

Esse discurso piegas e enjoativo de brasileiro que se sente vítima de preconceito e discriminação no exterior, seja como turista ou residente, já deu o que tinha que dar. É sempre o mesmo mimimi desse povo que não se garante em nada e gosta de procurar defeitos nos outros como que para justificar as suas próprias mazelas. Vamos deixar de hipocrisia é que é e procurar saber por que o brasileiro é tão “discriminado” lá fora, cambada de tupiniquins muitas vezes incompetentes e desrespeitosos que chegam à terra dos outros querendo fazer o que bem entendem e, não raras vezes, infringir as regras da nova terra no intuito de impor a sua própria bagunça. O que nos falta é menos arrogância e mais respeito, disciplina e competência. Afinal, não é na base do berro e com empáfia que ninguém se impõe e se faz respeitar, Ninguém precisa sair do Brasil para ver esse tipo de atitude por todos os lados aqui dentro. Não é de surpreender, portanto, que pessoas com esse tipo de mentalidade não se criem em nenhum outro lugar fora daqui e fiquem buscando criticar e justificar o injustificável no intuito de querer convencer os menos esclarecidos de que elas sempre estão certas e os outros sempre estão errados, ou , em outras palavras, de que o problema está nos outros, não nelas. Mais humildade e competência e menos vitimismo não fazem mal a ninguém.

Resposta
Atena Março 6, 2018 at 2:07 am

Menos generalização isso sim. E mais consciência de que nem tudo é vitimismo, e que xenofobia e tantos outros preconceitos e formas de discriminação são infelizmente realidade, das mais cruéis e injustas aliás.

Resposta
Higor Julho 23, 2016 at 3:33 pm

Penso em advogar em Portugal, voce sabe mais sobre o mercado de trabalho lá e se seria dificil procurar emprego uma vez que sou brasileiro? (Não conseguir o emprego apenas pelo fato que sou brasileiro, já que pretendo me formar em uma universidade portuguesa)

Resposta
Mauro Igor Santos Silva Outubro 7, 2016 at 11:16 pm

Olá Lyria,

Tudo bem?

Estou nesse exato momento escrevendo de um apartamento que aluguei pelo Airbnb no Porto.
Eu tenho 41 anos, meu irmão 32, minha mãe 65, minha esposa de 34 e duas amigas de minha mãe na mesma faixa etária dela.
Fomos muito maltratados desde o primeiro dia que pisamos em Portugal. Passamos por Lisboa, Óbidos, Nazaré, Aveiro e estamos no Porto..
É óbvio que não podemos generalizar, mas sofremos com o preconceito e até mesmo xenofobia.
Já estive na Inglaterra, Holanda, França, Bélgica, Argentina algumas vezes, Chile, Colômbia e morei por um tempo nos EUA e retornei para lá diversas vezes e nunca, em nenhum desses países tive qualquer tipo de problema.
Meus bisavós eram portugueses e minha esposa tem dupla cidadania (Brasileira e portuguesa) e sempre tive muito carinho por Portugal, mas acabou.
Agora pouco fomos jantar num restaurante chamado Java, na Batalha e estávamos no piso inferior do restaurante, sendo muito bem tratados (milagre) pelo garçom Sr. Manuel, quando dois homens se sentaram na mesa ao lado e um deles perguntou se poderia fumar e minha mãe respondeu que eu e minha esposa éramos alérgicos, mas que já estávamos de saída. Um dos caras do nada, começou a nos xingar, dizendo que todos os Brasileiros eram bregas, falavam alto, eram gordos e outras coisas que não convém escrever aqui.
Ficamos incrédulos e depois de tantos desaforos, por pouco não houve uma briga feia. Resolvemos pagar a conta e deixarmos o local.
Volto daqui a dois dias para o Rio de Janeiro e com certeza nunca mais voltarei.
Hoje sentimos na pele o que muitas pessoas sofrem com a xenofobia.
Portugal nunca mais!

Resposta
Anonima Janeiro 21, 2017 at 10:00 pm

É horrível mesmo. Estou aqui para um estágio de seis meses e vejo o quanto esses portugueses se doem quando ficam sabendo que sou brasileira. Ainda bem que meu marido veio pra cá ficar comigo. Se eu tivesse na casa dos vinte não vinha fazer universidade aqui de jeito nenhum! Perda de tempo passar a juventude sem estar rodeadas de garotos minimamente inteligentes e que saibam conversar com uma mulher sem fazer essa figura horrível que fazem os caras aqui.

Resposta
Cecilia Fevereiro 6, 2017 at 3:54 am

Adorei o seu texto Lyria.
Morei mais de quinze anos no exterior (EUA, França e Inglaterra) e já visitei muitos países e NUNCA sofri nenhum preconceito… até visitar Portugal. Vim passar algumas semanas com meus pais, ambos de 60 anos, e logo no segundo dia, quando fomos a um supermercado no centro comercial colombo em Lisboa, uma senhora idosa abordou minha mãe, literalmente DO NADA, e começou a berrar e repetir várias vezes “volta para o seu país, volta para a favela”! Eu e minha mãe em troca dissemos coisas do tipo “que horror!!!Que falta de educação! Que coisa mais chocante!!!” E ela acabou indo embora.
Isso sem contar com inúmeros comentários e olhares insolentes.
Claro que qualquer um que estiver fora de seu país pode sofrer algum tipo de preconceito, mas em geral em casos isolados, ao passo que brasileiros em Portugal são sistematicamente stigmatizados e caricaturados.
Acho que os portugueses sofrem de um complexo de inferioridade em relação ao resto da Europa e querem descontar em cima dos brasileiros, eh a única explicação que tenho para tamanha hostilidade.

Resposta
Guilherme Fevereiro 16, 2017 at 7:35 am

Esse preconceito veio de muitos brasileiros que tiveram mau comportamento aqui em Lisboa no passado, o povo portugues tem uma maneira de viver e estar na vida muito diferente do brasileiro médio e muitas vezes isso provoca um choque de culturas. As vezes me questiono como um pais que esteve na origem do Brasil pode ser tão diferente em costumes e sociedade. Penso que no entanto esse preconceito está desaparecendo aos poucos a medida que mais brasileiros vem morar aqui. A nova vaga de emigração esta muito forte e portugal necessita de mais população. Que haja respeito pelas duas formas de viver diferentes e.

Resposta
Onildo Silva Fevereiro 16, 2017 at 7:32 pm

Portugal está falido, faminto, porém é apegado a sua glória de colonizador kkkk
quero ver se no Brasil começar mos a receber os tugas como os angolanos fazem ….
seria um massacre

Resposta
Kaká Março 1, 2017 at 2:05 pm

Sou doutora em engenharia mecânica e acabei de desistir de um pós-doc em Portugal porque estando lá, fui altamente discriminada. Tenho raiva daquele país até hoje e jamais voltarei para aquele país de mentalidade tacanha cujos nem os jovens deles estão ficando por lá. Que Portugal apodreça.

Resposta
Fabricio Rodrigues Junho 8, 2017 at 10:28 pm

concordo viu moro aqui em portugal , passo por muita coisa aqui, alem de ouvir varios comentarios e piadinhas e provocaçoes, mas deixa o dia q for ao brasil e encontrar um portugues

Resposta
Fabricio Rodrigues Junho 8, 2017 at 10:24 pm

Sou casado com uma portuguesa , e minha razao e alegria de estar aqui e ela pois de resto a pouca razao moro em portugal a 10 anos , vivia no porto, e era feliz boas pessoas nunca passei por nenhum tipo de preconceito, mas a 8 anos atrás resolvi vir morar nos Açores , ai sim , ja ouvi todo tipo de discriminação, nomes , tipo brazuca , favelado, bandido, traficante, burro , volte pra sua terra pra sua favela, vou chamar a imigração pra voce, e olhe que tenho dupla cidadania , as vezes venho de cabeça pesada do trabalho de tanto ouvir isto e ate tenho medo de ate quando vou aguentar esta piadinhas estes nomes e insultos, pois tudo a um limite,.pensei que aqui sendo um lugar de turismo , um lugar menor achei que as pessoas seriam mais simpáticas mas me enganei , e cada dia que passa meu odio aumenta , sei que vai chegar um dia que nao vou aguentar , ou mesmo sera que um dia que voltar ao brasil , talvez nao sei mas, nunca se sabe se desconte esta raiva esta angustia, esta palavras que ouço dia apos dias. e triste as vezes sinto que sou discriminado no trabalho por falta de oportunidades,me sinto deixado de lado ou so me procuram quando precisam de um burro de carga e assim que me sinto. ou um saco de pancadas, a anos que carrego comigo esta dor , e cada palavras que me ferem sem eles notarem , o quando estas palavras ou certas brincadeiras me fere,. se nao querem ser meu amigo tudo bem respeito , mas por favor peço que me respeitem também , pois tudo a um limite e ja estou chegando ao meu, e as consequências podem ser mais que se esperam ou podem suportar , e alguem possa sair ferido como estou agora neste momento ferido na alma,

Resposta
Felipe Julho 2, 2017 at 12:35 am

Sofri algumas destas coisas Aqui em portugal, mas eu respondo e boto gente assim no chão! Inuteis e fracos os que tratam os outros assim, eu mostro como me tratar da forma adequada… Mostro pro fraco como é um forte da forma mais amarga. Quer me descriminar e usar então vai sofrer comigo. Fracos

Resposta
Joice Julho 13, 2017 at 4:30 pm

É uma pena ler esse artigo e saber desses fatos. Moro em Londres e também vejo discriminação aqui, como há discriminação no Brasil, embora cada local com características diferentes. Sem querer desmerecer a dor de ser discriminado, parece que isso é uma algo quase inerente ao ser humano. Precisamos nos esforçar para mudar essa postura. Acho que a melhor resposta é a gente mesmo tratar os outros como gostaria de ser tratado, e tratar os portugueses bem, ainda que alguns deles nos tratem mal. Sou encantada pela cultura de Portugal, pelas artes, literatura, culinária e um dia sonho conhecer o país.

Resposta
Magda Julho 13, 2017 at 5:00 pm

Texto ótimo. Eu estou há quase 2 anos em Portugal. Já passei de tudo um pouco… Não é fácil ser brasileira, na aixa dos 30 anos , solteira por aqui. Existe um rótulo que mulher nessa idade é solteira boa coisa não é.
Começa o preconceito desde o simples comentário: vc não parece brasileira ( sou loira, não sou o estereótipo) até a pergunta “és brasileira?” Num tom pejorativo.

Tenho ignorar até que me atacam.
Um dia estava andando na rua com uma amiga tb brasileira. Rapazes , de em torno 20 anos, gritaram: é brasileira? É puta.

Uma vez meu telefone tocou de madrugada, atendi depois de falar que era engano o rapaz perguntou: és brasileira? Quanto custa.

Estava dando aula particular pra um senhor português de fotografia. Depois de ele insinuar várias coisas , inclusive que gostaria de uma modelo pra fotografar nu.eu fingi que não entendi … Depois de muita insistência ele resolveu me agarrar. Nunca mais dei aula para homem sozinho.

Sem falar nas entrevistas de emprego. E o único emprego q eu consegui fui demitida aos prantos pela patroa pq ” eu era brasileira”…

Dói, dói MT.
Nunca tinha sofrido preconceito na vida, aprendi aqui.
Desde então venho falando que isso não é pontual, é do mundo. Como foi dito aqui em comentários é coisa de QQ lugar, por exemplo: nordeste e sudeste do Brasil. Ou, a Carioca é puta em SP. Os franceses fazem o mesmo com os portugueses, oq ué fazem conosco…por aí vai.preconceito é de ser humano.

Historicamente muita coisa é explicada, mas não devemos aceitar. Muito menos perpetuar. Precisamos de empatia é criar forças para encarar a discriminação diária.

Resposta
Juraci Pike Julho 14, 2017 at 5:37 pm

Eu li, todos os comentarios pq tenho interesse em saber do atual comportamento dos lusos em relacao a Brasileiros e confesso que fiquei estarrecida e assustada. Estive em Portugal em varias ocasioes, a passeio, e nao tive o desprazer de ser insultada e minha filha, Anglo-Brasileira, minhas 2 netas que nasceram na Inglaterra, portanto tb Anglo-Brasileiras e meu genro Brasileiro, foram varias vezes, durante 1 ano a Portugal antes de decidirem mudar para la. Depois de varias experiencias, contatos comerciais e academicos estao mudando esta semana. Se tiveram alguma experiencia negativa, passou desapercebido, pois gostaram de tudo e de todos e assim sendo, compraram uma casa na regiao do Algave e esperam ter uma “happy life”

Resposta
Mister X Julho 14, 2017 at 7:06 pm

Portugal, Italia, Espanha e Grécia são países marginais da Europa, eles sao constantemente discriminados pelos paises do norte (a verdadeira Europa: Alemanha, França, Inglaterra…), pois para eles, esses lugares so produzem peixes e vinhos, alem de serem o playground deles durante o verão, quando um português, um italiano ou um espanhol encontra um sulamericano, elels querem descarregar toda a frustração deles.

Resposta
PATRICIA Dezembro 14, 2017 at 5:30 pm

ola meu nome é Patricia moro em portugal há 18 anos tenho 38 anos amo Portugal mas, como todos os imigrantes do mundo ja sofri com preconceito, hoje em dia certos comentarios doi mais do que doia há alguns anos atraz nao sei se é por esta aqui tanto tempo e por me sentir mais portuguesa### moro em uma aldeia e quando as aldeãs me perguntam a menina e da onde e tenho que ouvir O IMPORTANTE E SER BOA PESSOA como se fosse um crime ser brasileira… não respondo pq sei que essas pessoas nao me conhecem e eu nao tenho nenhum enterece em conhecer pessoas com essa mentalidade por esse motivo foco nas coisas maravilhosa que esse pais me traz (SEGURANÇA , TRABALHO, PAISAGENS LINDAS, CULINARIA MARAVILHOSA E UM MARIDO E FILHO PERFEITOS O RESTO É RESTO

Resposta
Marcos Janeiro 31, 2018 at 2:37 pm

Li todos comentários. No começo fiquei chateado, pois penso em mirar na Espanha. Mas gostei de alguns e mudei de ideia. O fato da postura, acho importante. Preconceitos existem em
Qualquer lugar, e muito no Brasil. Acho importante ter é amor próprio e saber lidar com essas situações com a cabeça beem erguida. É questão de entender o direito deles de achar ruim, desde que nao aja agressão, se tiver, chama se a policia, e se blindar , responder se for o caso à altura ou simplesmente ignorar. Olhar bem a pessoa com ar de desprezo mesmo. Fazer cara de desprezo e dizer , e daí? Que vai acontecer?
Postura ereta, cabeça bem alta, afastar dois passos e olhar com despreso e dar uma risadinha sarcástica, como se fosse um lixo. Afinal pessoas infelizes, eu ate falaria se o problema é baixa alto estima, tem em todo lugar. Quem é feliz com sua vida e esta bem resolvido, nao ataca os outros.
Enfim, há de ter postura e nao abaixar a cabeça. Agor, quando se esta na pior, fica difícil, mas nao impossivel. Importante nao deixar ser pisado, e nao rebaixar ao insulto. Tem que ser superior.

Resposta
Robson Pereira Abril 4, 2018 at 1:52 am

Eu vi comentários de nordestinos aqui e reclamando dos preconceitos enfrentados em São Paulo etc… Sinto informar, mas os nordestinos são os mais preconceituosos. Fiquei um mês em Recife, carioca que sou, não me chamavam de outro nome a não ser carioca. Riam do meu sotaque o tempo todo e sacaneavam sempre que podiam. E isso era o tempo todo. Só me deixaram em paz quando comecei imitar o sotaque deles. Infelizmente o nosso sotaque nos denuncia, e teremos que conviver com isso. Quem nunca chamou de portuga um senhor com sotaque lusitano? Ou paulista, ou gaúcho etc… Tratamos com preconceito e achamos ruim quando fazem conosco? Hipocrisia né? Churrasco gaúcho, pizza paulista. Aí quando voc~e está no estado ou país do outro você vai ser chamado de brazuca, carioca, pará, gauchinho. Vimos isso no próprio futebol? Robaldinho Gaúcho, Renato Gaúcho, Marcelinho carioca, Bruno paulista, junior baiano, ouvimos o narrador falar isso o tempo todo e achamos tranquilo, até…. acontecer conosco, aí virou preconceito? Me poupe né pessoal. A vida assim, e devemos rir e ponto. Um portuga falou que o Brasil é um lixo. Eu disse pra ele que quem nos ensinou foram os portugueses… Não confunda galhos com bugalhos, ora pôs!

Resposta
Eliana Maio 8, 2018 at 12:54 am

Graças a Deus já viajei bastante,conheço uma boa parte dos EUA, agora, fui para Roma,Madri,Portugal,Polonia, voltei para Madri,estou em Portugal é dia 09 de junho,próximo,vou a Madri outra vez.Mas hj diante de tantas alegrias,novidades,visitas a tantos lugares lindo em Portugal,passei por um experiência muito TRISTE,DESNECESSÁRIA e DISCRIMINATÓRIA,Fiz uma reserva com alguns dias de antecedência em um HOSTEL ,e cancelei, no prazo para não pagar multa,mas o hostel só me enviou um e-mail, após a carência de cancelamento.E cobrou de mim 100% da reserva,fui até o HOSTEL , tinha feito a reserva para hj 07.05.2018.T unha a esperança de ver a possibilidade de usar dos 4 dias que havia pago, como não foi aceito pela gerente do local,perguntei a ela então se podia cobrar 50% do valor, e ninguém perderia muito,para minha surpresa,minha triste e minha indignação ela me falou com voz AUTORITÁRIA (FIQUE QUIETA , QUE AQUI NÃO É O Brasil, E falou com toda arrogância AQUI E PORTUGAL.Na hora chorei,mas depois chamei a polícia e fiz, boletim de ocorrência, disse a ela vcs tem funcionários brasileiros,MUITOS HÓSPEDES BRASILEIROS,porque fazer está comparação de nação,de nacionalidade,isso é crime, e a polícia chegou,foi gentil,prestativa, me ajudou .E foi este o motivo da minha tristeza do dia. Nome do HOSTEL…..METRO HOSTEL LISBON

Resposta
jota Abril 28, 2019 at 7:58 am

Vim parar a este site por acaso.
Achei muito bom mesmo e muito profissional.
Parabéns Lyria pelo modo com gere com tolerância e simpatia os seus blogues.
Quando comecei a ler este aqui fiquei de boca aberta com os comentários dos brasileiros.
Vêm dum país onde o”tuga” é vitima de piada feia e de mau gosto (complexo de colonizado) e onde pensam que os tugas homens e mulheres têm bigode e só sabem vender pão.

Meninas e meninos, basta darem-se ao respeito que todos vos vão respeitar.
Portugal vos acolhe de coração e chegam lá fazendo o mesmo que em casa.
Chegam arrogantes, desprezam os não zucas, fazem bagunça e continuam com a piada do tuga na cara deles.
Vivem fechados em etnia e sempre com cara de pau para os tugas.
As meninas só são simpáticas com um homem tuga para sacar dinheiro (ou engravidar), caso contrario o ignoram. É facto, não é mentira.
Oitenta por cento das prostitutas em Portugal são brasileiras É facto, não é inventado.
Então se enxerguem vai.
Queriam o quê? O pré-conceito não cai do céu, é a gente que o faz.
Os tugas tinham bigode, eram emigrantes pobres e tinham padaria.
E sim, era verdade … e depois, qual o problema? Virou pré-conceito e se generalizou.
Qual o problema de se generalizar? A palavra existe é para aplicar.
Os suecos são loiros, os holandeses são altos, os africanos são escuros, é no geral.
O problema é não querer mudar.
Os tugas mudaram. Hoje não têm bigode, não são pobres e padaria quase não existe.
Os zucas não querem mudar e querem fazer fora o que fazem dentro.
Brasileiros dizerem que os tugas não espeitam as mulheres e que se comportam mal.
Só pode ser piada vindo de zucas. Olhem para dentro primeiro.
Vejam como os homens zucas tratam as suas mulheres e comparem com os homens tugas.
Qualquer comparação é pra rir mesmo.
Comparem os níveis de maus tratos domésticos, de assédio nas ruas e nos números de violações e parem de dizer besteira.
É mesmo complexo e trauma de ex colonizados.

Resposta
jota Abril 28, 2019 at 10:54 am

Leiam este artigo da Forbes Brasil e parem de dizer besteira por favor
Será que todo o mundo está errado ????
Ou será que Brasileiro tem trauma contra Portugal e gosta de dizer mal só por dizer ???
Os Portugueses são conhecido no mundo por serem gentis, acolhedores e respeitadores

Gente rude e mal-educada há sempre e em todo o lado. Mas em geral os tugas são simpáticos.
Sabiam que em Portugal se alguém o assediar apenas com comentários desrespeitosos pode ir de cana e no mínimo paga uma multa.
Os tugas são tão bestas que até deixaram de dizer bicha à fila do super só para serem simpáticos com os irmãos zucas.
Se fosse no brasil queria ver se mudavam.
Agora virem para este blogue só contar exemplos ruins … Isso define a vossa mentalidade de só mal-dizer

Os 10 países que melhor acolhem expatriados – 2018
Apesar de a maioria dos expatriados (78%) descrever os brasileiros como acolhedores – 23% acima da média global -, o país, na 14ª posição, caiu cinco posições no ranking em relação ao ano anterior.
………
A primeira posição é ocupada por Portugal, que subiu nove lugares em relação ao ranking de 2016. Cerca de quatro em cada cinco expatriados (79%) descrevem o povo português como acolhedor, e 29% afirmam que seus círculos sociais são compostos por cidadãos locais.
1º) Portugal
Atitude amigável em relação aos expatriados: 94%
Facilidade em fazer amigos: 58%
Expatriados propensos a viver no país para sempre: 47%

Resposta
Brenda Junho 5, 2019 at 11:31 pm

“Os Portugueses são conhecido no mundo por serem gentis, acolhedores e respeitadores”
Ouço muito dizerem que vocês também sofrem algum tipo de descriminação quando emigram para países mais ricos e desenvolvidos da EU

Resposta
Carlos Abril 29, 2019 at 2:13 am

Sou brasileiro e concordo com você, jota. Não de pode generalizar, existe sim racismo e preconceito, mas acredito que esse problema dos brasileiros em Portugal tem muito a ver com o choque de culturas, e sim, não vou negar, tem muito brasileiro mal educado, sofro muito com isso dentro do meu próprio país. São coisas que a maioria nem percebe, porque acha normal. Mas você falou bem. Não tá errado não. O chato é que acaba criando um rótulo, mas isso é inevitável.

Resposta

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site ou suas ferramentas de terceiros usam cookies Aceitar Consulte Mais Informação