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Primavera pelo mundo

Primavera pelo mundo

Após ler o relato da colunista Thaís Cristine e ficar conhecendo um pouco sobre a primavera gelada da Finlândia, fiquei me lembrando da primavera colorida e cultural que encontrei na Europa, em maio.

Na Europa, temos a sensação de ouvir Beto Guedes cantar a boa nova andar nos campos, abrir as janelas de peito e ver crescer nossa voz para sonhar ainda mais pelos jardins de Monet ou pelos jardins de Keukenhof, em Amsterdam.

Claude Monet, considerado arrojado, atrevido e apaixonado ao se dedicar ao seu jardim na sua residência em Giverny, de primavera a primavera. Giverny está a aproximadamente 75 km de Paris e é possível chegar lá de diversas maneiras.

O artista impressionista morou lá de 1883 a 1926, quando veio a falecer. Seu filho Michel herdou a propriedade, que ficou sob os cuidados do jardineiro. Mas, com a morte de Michel, em 1966, a Academia de Belas Artes herdou a residência, mas necessitou de doações para realizar a restauração.

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Em 1980, a Fundação Claude Monet é oficialmente criada e recebe anualmente 500.000 visitantes. É o segundo maior ponto turístico da Normandia, atrás somente do Monte Saint Michel. É preciso paciência e perseverança para entrar.

É possível comprar o ingresso com antecedência na bilheteria online da Fundação Monet e até mesmo fazer uma visita virtual no interior da casa, mas a sensação de mergulhar na natureza merece ser vivida pelo menos uma vez na vida.

Somente caminhando no jardim é possível compreender a influência da luz e seus reflexos no lago e entender por que ele foi considerado o pintor da luz, da água, do sol e da impressão tendo pintado aproximadamente trezentas telas de suas ninfeias.

É emocionante se ver dentro das telas ao caminhar pelo jardim – cheguei até a chorar…

foto: acervo pessoal

Tirando pintar e jardinar eu não sou bom em nada – Monet.

Em Giverny é possível viver a primavera na sua mais pura essência.

Neste ano de 2019, estará aberto para visitação de 22 de março a 31 de outubro e vale muito a pena dar uma esticadinha até lá. É como mergulhar no tempo e no espaço e começar a fazer parte de sua obras.

A Fundação está aberta, todos os dias, das 9h30 às 18h, e é possível ir de trem de Paris até a cidade de Vernon. E de lá, mais 7km até Giverny, onde pode se pegar um ônibus especial, que sai a cada 15 minutos; ou um táxi; fazer uma excursão ou se deliciar pelas estradas com um carro alugado.

Já o parque Keukenhof, em Amsterdam, é gigantesco. Seu tamanho equivale a 32 estádios de futebol e apresenta diversas atrações, não só tulipas coloridas. Talvez por isso, em 2018, recebeu a visita de quase um milhão e meio de visitantes.

Em 2019, esteve aberto de 22 de março a 19 de maio; e, por isso, pode ser um plano para o próximo ano. Vale a pena começar a sonhar!

Os jardins envolvem, comovem e divertem!

foto : acervo pessoal

 

De acordo com a  Wikipedia, existem lá sete milhões de bulbos de flores, a maioria tulipas em 800 tipos diferentes. A cada ano é escolhido um tema e para 2019 o escolhido foi FLOWER POWER.

Mas nem sempre a experiência de congelar o bulbo para replantar em casa funciona. No Brasil, temos Holambra, a cidade das flores, que fica a 120km de São Paulo e recebe, também, milhares de turistas para visitar a explora, comer comida holandesa, beber cachaça e cervejas.

Considerada a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, a explora aconteceu de 30 de agosto a 29 de setembro, neste ano.

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Mas o maior jardim, o mais tecnológico e sustentável está em Cingapura: o Gardens by the Bay, localizado atrás do hotel cartão-postal da cidade, Marina Bay Sands.

Inaugurado em junho 2012, é gigantesco e imperdível, não só para os amantes de flores da melhor idade,  mas principalmente para os amantes da natureza em geral.

Na parte externa estão as Super Árvores, o SuperTree Grove, com células fotovoltaicas que acumulam energia elétrica utilizada no final do dia, em sua iluminação.

foto: acervo pessoal

O mais extraordinário está dentro de uma das estufas, o cloud forest, que recria um clima tropical úmido representando as florestas tropicais. Contém, também, uma cachoeira de 15 metros de altura e plantas do nível do mar, orquídeas diversas, samambaias, plantas carnívoras e muitas outras.

Com um custo de 800 milhões de dólares, o Gardens by the Bay pode ser considerado o jardim botânico mais caro e o mais moderno do mundo.

Agora, então, nos resta absorver toda essa energia e construir nosso próprio jardim, como disse Pablo Neruda: Deixa que a vida faça contigo o que a primavera faz com as flores. 

Venho fazendo isso mais intensivamente desde 2014, pois sou da opinião que as flores necessitam de cuidados diários, assim como as pessoas, e por isso não as levei ou deixei no cemitério na passagem de minha mãe.

Construí e continuo construindo um espécie de memorial Evelyn com flores e lembranças que recolho em algumas viagens. Construí meu memorial afetivo florido .

Em casa, é primavera o ano todo!

Meu propósito é oferecer apenas as coisas das quais estou plenamente satisfeito – Monet.

E viva as primaveras!

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