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Roma, a Cidade Eterna

No mês de maio tirei férias do trabalho e fiz uma viagem pela Grécia e Itália com meu marido e sogro. Estes sempre foram lugares que desejava conhecer desde que comecei a estudar sobre tais civilizações na disciplina de História no início da minha adolescência, pois achava incríveis as explicações dadas pela minha professora a respeito destes povos e seus grandes monumentos. Os destinos selecionados nesta viagem foram: Roma, Atenas e Santorini, e contarei a vocês sobre minhas impressões de cada uma destas cidades nos próximos meses.

No texto deste mês, falarei sobre Roma, a primeira cidade que visitei.

Quando se chega a um país, a primeira coisa que se faz é passar pela imigração, certo? Pois bem, em outras viagens que fiz, pude observar famílias inteiras indo a um único guichê para o famoso “cara, crachá” para responder às perguntas realizadas pelo responsável por esta atribuição. No entanto, ao chegar em Roma cada um de nós dirigiu-se individualmente a um guichê, quando foram chamados. Meu sogro e marido disseram que não tiveram que responder nenhuma pergunta, mas eu fui questionada sobre o motivo da viagem, tempo que ficaria na cidade e se estava acompanhada. Como aprendi a falar somente algumas palavras em italiano, respondi todas as perguntas em inglês e aí sim meu passaporte foi carimbado com a data de entrada.

Moro no Brasil e não tinha a pretensão de ficar na Europa como turista por mais de 90 dias, por isso não houve necessidade de visto, porém não sei se o fato de ser mulher levou a imaginarem que eu pudesse estar viajando sozinha e tenha levantado alguma suspeita sobre a possibilidade de estar tentando imigrar. Não sei, mas confesso ter pensado a respeito.

Ao fundo Basílica de São Pedro
Vaticano, com a praça de S. Pedro e Basílica ao fundo. Foto: arquivo pessoal

Passada a imigração, pegamos as malas e saímos em busca de um táxi. Por alguns segundos, me senti no Brasil, porque visualizamos uma indicação com o preço de táxi e na saída fomos abordados por pessoas que se apresentavam como motoristas (não taxistas) que ofereciam o serviço a preços abusivos. Falamos que não pagaríamos o valor mencionado por um deles argumentando que tínhamos visto o valor oficial, mas na mesma hora um motorista topou nos levar até nosso destino.

Essa primeira impressão me levou a pensar algo que já imaginava antes de pisar na Itália: se o Brasil fosse na Europa, acho que seria a Itália. Sei que não posso generalizar, conheci apenas uma cidade, mas juro que senti um tanto do jeitinho brasileiro em diversas situações, a começar pela experiência de pegar um táxi, a maneira como dirigem e falam. Sou paulistana e a presença de italianos faz parte do DNA da cidade, por isso, é muito comum conhecer alguém que seja filho ou neto de italiano por aqui, então, por muitos momentos em Roma, parecia que estava em um bairro paulistano típico italiano, foi engraçado.

Pude perceber que os italianos não são os melhores motoristas do mundo, na minha singela opinião. O motorista que nos pegou no aeroporto estava muito elegante, foi educado, mas vou dizer que tirava umas finas no trânsito de dar medo. A quantidade de carros batidos ou amassados andando pelas ruas era algo relativamente fácil de se ver. Por essas e outras, fiquei com a sensação de que eles realmente são meio avoados para dirigir.

Se os motoristas me pareceram meio complicados, imaginem a experiência de atravessar as ruas, porque para mim, uma coisa está diretamente ligada a outra. Particularmente, não me sentia totalmente segura neste aspecto, pois era comum estar na faixa de pedestres e alguns carros não pararem.

Quando viajo gosto de ficar em um bairro um pouco mais afastado, fora do burburinho lotado de turistas e que tenha uma estação de trem ou metrô por perto exatamente para sentir um pouco a vida como ela é.

Roma é uma cidade considerada cara, por isso, alugamos um apartamento super fofo e bem equipado a duas quadras de uma estação de metrô. Estar em um bairro neste esquema, na minha opinião, te faz enxergar a cidade de outra maneira: ruas menos movimentadas, observar pessoas saindo e voltando do trabalho, idosos e mães com carrinhos de bebê caminhando tranquilamente, ir a um pequeno supermercado do bairro, situações que talvez prestemos mais a atenção quando estamos fora do eixo turístico e nos aproximamos dos nativos.

Coliseu
Coliseu. Foto: arquivo pessoal

E os pontos turísticos? O primeiro lugar escolhido foi o Coliseu. Estávamos há duas estações de metrô do Coliseu e confesso que quando sai da estação, e dei de cara com aquele monumento que tinha visto nos livros de história ao outro lado da rua, quase chorei. Além de lindo, fiquei maravilhada.

Pelo fato de o Coliseu ser um dos principais pontos turísticos é normal encontrar turistas do mundo inteiro, contudo, a quantidade de excursões com chineses e de indianos nas redondezas vendendo pau de selfie chamaram a atenção.

Praticamente ao lado do Coliseu é possível visitar o Fórum Romano, que também impressiona por suas ruínas. Aliás, o mesmo bilhete do Coliseu permite visitar o Fórum.

Alguns dos principais pontos turísticos para quem quer visitar em Roma são:

No Vaticano, a Basílica de São Pedro. Fiquei impressionada com o tamanho da Praça de São Pedro, gigante! Como a visitei em um dia da semana, fiquei pensando na quantidade de pessoas presentes aos domingos para assistir à missa celebrada pelo Papa. Aliás, aproveito para registrar uma dica importante para quem um dia quiser visitar a Basílica: vá com roupas que cubram o corpo – camiseta de alça, chinelo e bermuda não são permitidos. Vi algumas pessoas sendo impedidas de visitá-la por este motivo.

O Museu do Vaticano é gigante, lindo e ao final te dá a oportunidade de conhecer a Capela Sistina com uma das principais obras de Michelangelo exposta no teto. Juro, é de tirar o fôlego!

A Fontana di Trevi é uma obra de arte a céu aberto que tive a oportunidade de conhecer depois de sua restauração, que durou 1 ano e meio.

A Piazza di Spagna, que tem aquelas escadarias que aparecem no filme Comer, Rezar e Amar, estava passando por reforma, mas mesmo assim deu para perceber que tem seu charme.

Roma é uma cidade linda. Quem gosta de história, deve considerá-la como destino. Tenho certeza que você não irá se arrepender!

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6 comentários

Martha Julho 29, 2016 at 3:27 pm

Olá, Lili. Roma é uma cidade fantástica, pois a cada esquina nos deparamos com séculos de história. É preciso relaxar e apreciar aquele frenesi dos italianos. O trânsito como bem descrito é um verdadeiro teste de paciência. Lembro bem de querer atravessar a rua na região do Monumento Vittorio Emanuele e de ter levado um tempão…..rsrsrs. Mas confesso o desejo latente de voltar a cidade eterna com um pouco mais de calma, para me deliciar com a Roma não revelada. Além dos pontos turísticos mencionados, adicionaria um passeio que para mim vale qualquer visita a cidade. O passeio chama-se SCAVI, que é um tour feito nas catacumbas do Vaticano. O passeio é guiado por um padre ou seminarista e consegui fazer com um padre de Curitiba. Foi muito proveitoso e uma aula de história sem igual. Neste passeio, é possível chegar próximo ao túmulo de São Pedro. Há uma energia muito forte no local. Recomendo mesmo para aqueles que não sejam católicos, pois o enfoque do tour é mais histórico do religioso.

Resposta
Liliane Oliveira Julho 29, 2016 at 4:48 pm

Olá Martha!
Obrigada pelo seu comentário.
Como você mesma disse, Roma é uma cidade incrível que merece ser visitada mais de uma vez. Se for com calma, melhor ainda.
Não sabia que existia a possibilidade de visitar catacumbas do Vaticano, achei o máximo. Boa dica para quem tem um pouco mais de tempo para curtir a cidade 🙂
Beijos,
Lili

Resposta
Fernanda Julho 29, 2016 at 5:06 pm

Lili,
Bacana seu post! O que me marcou em Roma, além dos pontos turísticos e toda sua história, é que achei a cidade com uma cor diferente de todas as outras! Nos lugares onde podemos ver a cidade de cima é possível notar essa cor… Um tom meio terra, uma coisa incrível! Amei!

Resposta
Liliane Oliveira Julho 29, 2016 at 5:15 pm

Fê,
Sabe que você tem razão sobre o lance da cor? Não tinha pensado nisso até ler seu comentário, mas agora relembrando os lugares que conheci por lá, realmente tem isso sim, bem interessante. Será que tem a ver com o fato de ter as ruínas e grandes monumentos assim tão acessível, ou seja, pertinho para quem quiser apreciar?
Obrigada pelo carinho!
Bjs,
Lili

Resposta
Sonia Julho 29, 2016 at 7:08 pm

Lili, adorei seu post pelas excelente dicas, assim como a dica da Martha, programando com uma amiga nossa ida a Itália o ano que vem e depois te conto o que achei. Beijos.

Resposta
Liliane Oliveira Julho 29, 2016 at 7:13 pm

Oi Sônia!
Tenho certeza que você vai amar aquela cidade LINDA!
Obrigada pela mensagem!
Bjs,

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