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Sete hábitos das mães holandesas que eu queria ter conhecido antes

Eu amo a tarefa de ser mãe. Porém, na sociedade moderna, é uma utopia dizer que ela é função exclusiva na vida de uma mulher. Pode sim, ser a mais importante e a mais desejada, mas está longe de ser a única.

Claro que cada mulher exerce a maternidade à sua maneira. Confesso, entretanto, que sempre tive a tendência  de almejar ser Mãe Maravilha. E o que isso significa? Tentar a tarefa impossível de ser a mãe à perfeição: aquela que nutre, supre, incentiva, apoia, compreende, adivinha todos os desejos e necessidades e… faz tudo pelos filhos.

E quando eu digo que “sempre fiz tudo” não me referi a fazer absolutamente o que estivesse ao meu alcance para que atingissem a felicidade suprema… eu estava me referindo a TUDO mesmo. E engana-se quem pensa que sempre fiz isso por falta de outras incumbências. Sempre trabalhei  e estudei após a maternidade. E grande parte da infância e da adolescência deles foi passada longe das avós e sem a presença de babás.

Hoje, após sete anos vivendo na Holanda e convivendo com outro tipo de mentalidade,  questiono-me sobre esse modelo de mãe ultrapassado e desnecessário. Afinal, não vejo ninguém traumatizado aqui devido à falta de todos os mimos que acompanham o zelo excessivo da mãe brasileira…

Talvez, brasileiras casadas com estrangeiros leiam este texto e não se identifiquem. Entretanto eu, casada com brasileiro, vejo que ainda carrego ranços que não combinam com o atual papel social da mulher . E não estou querendo ser feminista. Apenas, realista.

  1. A mãe holandesa incentiva a independência…

Podemos dizer aos quatro ventos que incentivamos nossos filhos a ser independentes… mas será mesmo? Vou generalizar, é claro; porém,  grande parte das mães brasileiras tende a realizar tarefas das quais seus pimpolhos poderiam dar conta facilmente sozinhos. Óbvio que existe a questão das impossibilidades físicas e psicológicas correspondentes a cada idade mas, via de regra,  a mãe holandesa impõe responsabilidades simples para seus filhos pequenos. Tarefas que vão sendo incorporadas ao cotidiano da família e ampliadas à medida em que o tempo passa.

É absolutamente corriqueiro que uma criança de três anos  carregue a própria mochilinha ao ir para a escola e puxe sua mala de rodinhas (bem pequena, é claro) pelos aeroportos. Também é muito comum ver crianças a partir dos quatro anos pedalando a própria bicicletinha (sem rodinhas laterais!), seguindo a mãe pelas ruas ou ciclovias da cidade. Outro traço bem interessante: mãe holandesa não costuma carregar crianças no colo. Se elas não estão no carrinho, estão caminhando ao lado da mãe.

  1. A mãe holandesa delega tarefas…

Nada de se sobrecarregar desnecessariamente. Na família holandesa, todos têm suas tarefas. Não existe a questão do marido provedor (mesmo que ele seja o único a trabalhar) e da mulher que toma conta de todo o resto, como é (ainda!) tão difundido na sociedade brasileiras. Mesmo que a mulher também não trabalhe fora, o casal divide a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos. O marido não “ajuda” a mulher. Ele tem tarefas específicas que cumpre não por ser generoso com a parceira, mas porque ele é co-autor do projeto. Não é pura  cumplicidade, é hábito.

  1. A mãe holandesa sabe que (quase) todo choro é só barulho…

Sim, você pode dizer que existe criança mimada em todas as sociedades. E eu concordo… contudo, se tem uma coisa que mãe holandesa sabe fazer bem é ignorar uma boa birra. Um ótimo exemplo, é choro em supermercado ou nas ruas porque a criança está contrariada ou quer alguma coisa.

Normalmente, a mãe holandesa só ignora (mesmo que o berreiro esteja incomodando todo mundo ao redor!) e espera pacientemente que o rebento se acalme. Ou simplesmente, dá-lhe as costas e espera que ele, vendo que o escândalo foi em vão, resolva lhe seguir. Nada de gritos, nada de ameaças, nada de levantar o esperneante do chão. Tudo na maior (aparente) calma…

  1. A mãe holandesa sabe que criança não é feita de açúcar…

De todos os quesitos “jeitão holandês de ser mãe”, acho que esse foi o que mais espanto inicial me causou. Numa manhã gélida de inverno, esbarrei com minha vizinha na rua. Ela empurrava o carrinho de bebê e veio toda feliz me mostrar a filhinha que acabara de completar uma semana.

Nesse dia, a temperatura estava vários graus abaixo de zero. E eu lembrei de todas as ocasiões em que um treino de futebol do meu filho foi cancelado ou terminou mais cedo no Rio de Janeiro porque estava chovendo. Tive que me conter para não rir… sei que ela acharia estranho!

O fato é: faça chuva ou faça sol, se o trajeto para a escola é feito de bicicleta ou a pé, assim ele será percorrido em qualquer dia do ano. Quando a neve atinge proporções problemáticas, as aulas são canceladas. Do contrário, a vida transcorre normalmente.

  1. A mãe holandesa tem total controle da hora de dormir da criança…

Na Holanda, criança dorme cedo. Como o almoço é sempre algo leve, as famílias têm o hábito de jantar por volta de 18:00. Logo após o jantar, o casal alterna a incumbência de colocar as crianças na cama. O ritual de desaceleração, normalmente, inclui a leitura para os pequenos. Essa rotina pode durar cerca de uma hora e, passado esse período, não há negociação: luzes são apagadas e a porta do quarto é fechada.

A criança pode até insistir em não querer dormir, mas não voltará à sala, por exemplo. O casal holandês tende a ter muito clara a noção de ter um tempo para si e para suas atividades. Tanto que muitas aulas em academias ou em cursos para adultos, por exemplo, têm mais procura a partir das 20:00 do que no final da tarde e início da noite.

  1. A mãe holandesa sabe ter vida social independente…

Dançando no cruzeiro

Uma coisa evidente aqui na Holanda é a separação entre programas infantis e adultos. No caso do segundo, a presença de crianças é raríssima e, até mesmo, motivo de estranheza. Um casal com filhos não vai a um jantar em casa de amigos ou em restaurantes com criança a tiracolo. Se não tiverem com quem deixar os filhos, muito certamente, irão declinar o convite ou somente um dos dois comparecerá.

Da mesma forma, os casais têm bem definida a noção de liberdade individual. Não é raro que mães de crianças muito pequenas (ou até de bebês) façam programas com as amigas. As “Girls Night Out” são muito populares por aqui e podem envolver  compras com programação especial dos lojistas, sessões de cinema só para mulheres etc.   Mulheres de todas as idades reúnem-se para uma diversão tipicamente “Luluzinha”. Naturalmente, que os papais também têm programas especificamente “Clube do Bolinha”.

  1. A mãe holandesa sabe amar sem sufocar…

Mais uma vez, vou generalizar… porém, via de regra, a mãe holandesa participa da vida dos filhos como uma colaboradora, alguém com quem eles podem contar. Ela costuma ter bem definido seu papel na vida deles. É amorosa, acolhedora, inspiradora… contudo, deixa espaço para que os filhos façam suas escolhas, cometam seus erros, arrisquem-se, experimentem. Estimulam a independência desde a mais tenra idade e os  incentivam a morar sozinhos a partir da maioridade. Enfim, sabem abrir mão do convívio quando chega a hora de deixar partir.

Será que esse modelo padrão de mãe é melhor do que o meu?

Por mais que a humanidade venha se organizando e refletindo ao longo dos séculos, a maternidade tem receita de sucesso só teórica. Os livros podem mostrar como agir em cada faixa etária dos filhos, mas cada mãe exercerá o seu papel à sua maneira.

Não quis de maneira alguma rotular a forma de agir de cada mulher. Procurei neste texto apenas ilustrar as minhas observações e percepções. Existem muitas diferenças entre mães em uma mesma cultura. Assim, como há também traços comuns a  mães de diferentes origens.

Longe de mim apontar o melhor ou o mais acertado. Apenas enumerei aqui algumas condutas que, tivera eu aprendido antes, teriam facilitado um período bem atribulado da minha vida. Hoje, com um filho de 18 e um de 20 anos, sei que a maior parte do meu trabalho já está concluída. Porém, penso que se eu tivesse sabido delegar e abrir mão do (ilusório) controle total, talvez eu tivesse conseguido mais espaço para o indivíduo que sou, além de mãe e esposa.

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56 comentários

Yra Madretsma Março 26, 2016 at 9:47 am

Ola Regina ,há muito tempo espera por um texto como esse , estas de parabéns, obrigada !!! Abraços Yra Madretsma ????

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 11:39 am

Olá, Yra! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e pelo comentário… Um grande abraço!

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Alessandra Souza Março 26, 2016 at 12:03 pm

Amei o artigo. Morei na Alemanha durante intercâmbio da faculdade e é exatamente assim também. As crianças aprendem a ter responsabilidade desde pequenas. E eu acho que crescem adultos melhores, mais corretos, menos suscetíveis à corrupção.

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Regina Oki Março 28, 2016 at 11:40 am

Oi, Alessandra!Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por dividir conosco sua experiência… Um grande abraço!

Resposta
Gisele Março 26, 2016 at 1:42 pm

Que bacana! Eu sou casada e não tenho filhos. Moro aqui em Praga, e apesar de não conviver muito com as mamães, tenho uma amiga brasileira aqui que é mãe é casada com um checo. Ela já me falou coisas sobre a maternidade daqui que se assemelham muito com as mamães dai. Isso serve de inspiração! Um abraço – Gisele

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 11:42 am

Oi, Gisele!Agradeço imensamente a sua leitura e comentário. Sou curiosa por natureza, adoro saber sobre aspectos culturais de outros países e gostei muito de você ter dividido conosco sua experiência. Um grande abraço!

Resposta
Ana Dietmüller Março 26, 2016 at 3:09 pm

Oi, Regina!
Excelente texto mais uma vez.
Percebo que as sociedades europeias têm algumas semelhanças, guardadas as proporções culturais de cada uma, no que tange ao cuidado com os filhos.
Na tua narrativa, percebi muitas semelhanças do que acontece aqui em casa. Sou casada com um austríaco e moramos na Áustria, mas muito parecidos são os cuidados do marido com a mãe, o nenê (no meu caso) e com a casa. Eles pegam junto mesmo! Nada de “eu trabalhei o dia inteiro fora, então tu cuidas da casa sozinha” Não mesmo!
A independência das crianças é outro fator bem parecido! Agrada-me muito!
A única diferença gritante que eu encontrei foi não levar os pequenos junto aos restaurantes. Aqui, é absolutamente normal, quando se vai encontrar amigos ou casais de amigos, levar os pequenos junto. Exceção, é claro, danceteria, cinema. Aí, é impossível mesmo! Mas no resto, bastante semelhante!
Baita abraço!

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 11:50 am

Oi, Ana! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por dividir conosco sua experiência…Adorei saber desses aspectos da cultura austríaca. Concordo com você: há muitas semelhanças no modo de agir e pensar entre os países europeus (principalmente, com relação aos aspectos positivos). Acho que a sociedade brasileira vem se modificando gradualmente e que já temos muitos avanços com relação aos “papéis de homem e de mulher” mas penso que para a maioria dos casais, ainda falta aprimorar a noção de igualdade de responsabilidades no tocante às tarefas corriqueiras de criar os filhos… Que bom a sua experiência é tão positiva! Um baita abraço pra você, também!

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Carla Março 27, 2016 at 4:12 am

Oi Regina, muito legal o seu blog. Eu também vivi na Holanda nos anos 90 e agora eu vivo nos Estados Unidos. Quando eu vivia na Holanda eu era solteira e mesmo assim eu acabei me apegando muito ao estilo de vida holandês. Eu sou casada com um americano e tenho 2 filhos, um menino de 14 anos e uma menina de 10. Eu cozinho e sirvo o jantar as 18;30 hs. As 8:00 da noite eu ja peco para os meus filhos escovarem dentes e lerem e as 9:00 no máximo eu apago as luzes. Não tem negociação. Eles não podem reclamar ate dizer chega. Eu ignoro e ponto final! Quanto a vida social eu faço programação familiar com o meu marido e as crianças mais nos também temos vida social independentes um do outro. Eu saio para jantar ou para um lounge com as minhas amigas e ele sai com os amigos dele para jogar boliche. Também viajamos juntos e separados. Ele foi para Alasca pescar salmon e eu fui para a Tailandia com uma amiga fazer um curso de culinária. Somos felizes assim. Eu acho que fazer tudo junto so com o meu marido me deixaria sufocada e sem vida própria, portanto eu me identifiquei bastante com o seu post. Valeu!

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Regina Oki Março 28, 2016 at 11:54 am

Oi, Carla! Fico muito feliz que você tenha se identificado com o meu texto. Muitíssimo obrigada pela sua participação e por compartilhar conosco sua rotina familiar. Acho muito importante ter uma vida familiar equilibrada: conseguir se doar e, ao mesmo tempo, reservar espaço para si mesma. Não tenho dúvidas de que você sabe fazê-lo muito bem e que é feliz assim. Um grande abraço!

Resposta
Jesuino neto ribeiro Março 27, 2016 at 10:52 am

Acho que meus pais eram meio holandeses pois desde pequenos tinhamos deveres e direitos definidos e respeitados.

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 11:56 am

Oi, Jesuino! Agradeço a sua leitura e comentário. Gostei muito de você ter dividido conosco sua experiência. Um grande abraço!

Resposta
denise Março 27, 2016 at 1:45 pm

muito bom,,adorei,,tambem sou professora ,Pedagoga..num pais onde pouco se valoriza a Educaçao de fato ne…mas o texto fez lembrar dos meus filhos pequenos,,hoje uma ja com 24 anos,formada em Biologia,,outro com 22 formado em Relaçoes Internacionais e o mais novo fará 17 mes de Abril,formado em tecnico de Informatica e treminando Ensino Medio este ano…mas realmente muita coisa e muitos “problemas “teriam sido evitados se todos colaboraasem em casa ne…a nossa sociadade ainda é altamente machista,,e os homens ainda tem aquela visao de que mulher tem que cuidar de tudo em casa,mesmo trabalhando fora…afff o resultado?maes stressadas,familias cada vez mais separadas,,,,e um mundinho que só nós brasileiros suportamos como ninguem…pra vcs verem:na politica sao poucas as mulheres que se arriscam ainda…triste realidade a nossa…muita gnt que ve uma reportagem sobre ,estupro e coloca a culpa na roupa que a mulher ta usando,,no comportamneto dela,,,menos no camarada que nao sabe e nao consegue ver uma meulher com respeito e dignidade alem de suas fervorosas atividades sexuais…afffff dificl mundo …

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 12:00 pm

Oi, Denise! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por dividir conosco sua experiência… Também fui professora no Brasil por quase 20 anos e sei como é árdua a rotina de ter que cuidar de uma casa e de filhos pequenos depois de um dia duro de trabalho. Requer muita paciência e fé na vida. Não tenho dúvidas de que você é uma batalhadora…Um grande abraço!

Resposta
Edinir Março 27, 2016 at 8:58 pm

Amei essa publicação! Quisera eu ter tido todo esse conhecimento antes…

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 12:00 pm

Oi, Edinir!Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e pelo comentário… Um grande abraço!

Resposta
Auxilia Silva Dos Santos Março 28, 2016 at 8:19 am

eu acho que vc e maluca…. o deve estar sonhando !

Resposta
Luciana Março 28, 2016 at 8:56 am

Adorei seu artigo! Tudo Bate exatamente como é aqui na Holanda..hábitos que pretendo adotar se um dia me tornar mãe.
Geweldig !

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 12:05 pm

Oi, Luciana! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por compartilhar conosco suas impressões, pois morando também aqui na Holanda, você pode acompanhar o comportamento da sociedade a qual me referi. Um grande abraço!

Resposta
Debora Março 28, 2016 at 9:53 am

Sensacional!!!!! Posso dizer que sou meio mãe holandesa. Me identifiquei com muitas coisas do seu texto. Muito bacana. Adorei!!!

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 12:06 pm

Oi, Debora! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por dividir conosco sua forma de pensar… Um grande abraço!

Resposta
Fatima Vieira Março 28, 2016 at 10:45 am

Gostei muito do seu texto. Eu Moro na Dinamarca há 16 anos e tambem aprenda muito sobre como tudo pode ser bem mais simplificado no dia a dia com as criancas e sem sofrer com crise de consciencia….
Tambem escrevo sobre diferenca cultural e a casa dia posso encontrar um bom tema.
Parabens pelo seu texto.

Resposta
Regina Oki Março 28, 2016 at 5:44 pm

Oi, Fátima! Muito obrigada pela leitura e pelo comentário. Fico muito feliz de receber retorno de quem também escreve. Agradeço, da mesma forma, você ter compartilhado conosco a sua experiência. Um grande abraço!

Resposta
Elise Almeida Março 28, 2016 at 6:19 pm

Oi Regina .
Gostei muito do texto , com meu segundo filho fiz como no Brasil e agora com minha filha faço do modo holandes .
Aprendir muito com meu trabalho como SPW . Trabalho Social Pedagogigo .
No começo achei muito estranho mas com o passar dos anos percebir que era a melhor forma de educar uma criança.
Tanto que educo minha filha de quase 4 anos no modo holandes .
Ela é bem mas féliz que meu filho .
Super social e acima de tudo independente .

Resposta
Regina Oki Março 29, 2016 at 6:18 am

Oi, Elise! Agradeço imensamente a sua leitura e comentário. Gostei muito de você ter dividido conosco sua experiência, tanto como mãe “brasileira” quanto como mãe “holandesa”. Não tenho dúvidas de que você soube balancear os dois estilos e usar o melhor de cada cultura. Um grande abraço!

Resposta
Sander Março 29, 2016 at 12:39 am

Que legal… acabei de ver meus pais descritos no seu texto… São holandeses que saíram de Hareveld (perto de Lichtevoord) moram aqui no Brasil a mais de 40 anos e sempre criaram os 3 filhos assim…
Muito legal ler e me identificar como uma dessas crianças, e hoje, como pai fresco, passar esse ensinamento “de independencia” adiante.
Dankjewel

Resposta
Regina Oki Março 29, 2016 at 6:20 am

Oi, Sander!Graag gedaan en hartelijk welkom!Que legal saber um pouco da sua história, primeiro como filho e agora como pai “fresco”. Também achei muito interessante você importar o conceito do fietscar para o Brasil. Aposto que ela adora! Obrigada pela leitura e por compartilhar conosco a sua experiência. Um grande abraço!

Resposta
Sander Março 29, 2016 at 12:47 am

Ps: tenho um fietscar igual a esse da foto no começo… minha filha passeia comigo desde os 10 meses de idade…

Resposta
Regina Oki Março 29, 2016 at 6:14 am

p.s. Fiquei curiosa: qual a reação das pessoas nas ruas com relação ao fietscar? Confesso que, no Brasil, nunca vi…

Resposta
Olga Zwemmer Março 29, 2016 at 6:15 am

Oi Regina, amei seu texto. Eu sou Holandesa e moro no Brasil…. Vivi este experiência ao contrario. Um grande abraço!

Resposta
Regina Oki Março 29, 2016 at 6:24 am

Oi, Olga! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e pelo comentário… Certamente, usa história deve ser bem bacana e interessante!Um grande abraço!

Resposta
marsella coelho Março 29, 2016 at 4:33 pm

Oi Regina, Moro na França e as francesas são iguais as holandesas!!! me sinto como vc!!!! Os meus filhos tem 11 anos e 7 anos, ando tentando mudar um pouco meus habitos de mae super protetora braselira! Ja mudei muitooo desde q vim para ca faz 1 ano e 8 meses! Muito bom seu texto!!!

Resposta
Regina Oki Março 30, 2016 at 11:30 am

Oi, Marsella!Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por dividir conosco sua experiência. Também tive uma amiga francesa muito próxima (mãe de dois meninos, casada com um holandês). Ela era muito amorosa e exatamente como as mães holandesas. Os meninos eram uns amores: educados, espertos e inteligentes. Acho que fizeram um trabalho intercultural excelente… Um grande abraço!

Resposta
Patricia Março 29, 2016 at 4:37 pm

Oi Regina, tudo bem?

Muito relevante o teu texto, pois, vi que em muitas coisas sou holandesa por natureza e outras posso me aprimorar…

Em geral, nós mães temos o (mal) costume de querermos fazer tudo por nossos filhos, como se eles ou nós fossemos o centro deste universo que pode ser medido com uma régua de 20cm…

Atribuo isso principalmente a questões culturais que, exatamente pela sua natureza, podem ser mudadas…

Vamos trabalhar nisso!!!!!!

Abs

Resposta
Regina Oki Março 30, 2016 at 11:26 am

Oi, Patrícia! Muito obrigada pela leitura e pelo comentário… Adorei a sua comparação com a régua de 20cm! O bom da vida é isso: repensar, refletir, mudar… num contínuo e interminável processo de crescimento. Um grande abraço!

Resposta
Sônia Stivari Março 30, 2016 at 1:19 am

Olá Regina tenho 58 anos e duas filhas casadas, uma já é mãe e foi ela quem compartilhou este texto. Fica aí uma boa dica para as duas. Algumas das atitudes das mães holandesas também tive, mas o exagero brasileiro no cuidado continua até hoje. Parabéns pelo texto. Precisamos de mães e pais quem formem pessoas sadias e responsáveis, para conviverem em sociedade.

Resposta
Regina Oki Março 30, 2016 at 11:23 am

Oi, Sônia! Uma alegria ler o seu comentário! Sei bem o que é isso… sempre que posso, implemento atitudes das mães holandesas na minha rotina familiar… mas volta e meia, acabo tendendo para o nosso lado super amoroso protetor. Não tenho dúvidas de que temos que cuidar bem de nossos filhos, mas é preciso dar a eles, também, espaço e condições de se tornar independentes e seguros das próprias (e necessárias) decisões. Um grande abraço!

Resposta
Cristina Mara Março 30, 2016 at 1:38 am

Parabéns , convivi com holandeses no Brasil dos meus 10 anos de idade aos 18 ,em um internato, em Castro no Paraná. Regiao de Carambei, Castrolanda, onde tem os laticinios Batavo. Sempre admirei muito esse povo e seus costumes, sao exatamente assim pelo o que eu me lembro deles, mantenho as minhas amizades holandesas até hoje com muito carinho. Belo texto, parabéns.

Resposta
Regina Oki Março 30, 2016 at 11:19 am

Oi, Cristina! Fico muito feliz que você tenha gostado do texto. Muito obrigada pela leitura e por dividir conosco sua experiência… Eu sou de Santos(SP) e sabia da existência da enorme comunidade holandesa no interior paulista, mas desconhecia a do Paraná. Muito interessante essa informação! Um grande abraço!

Resposta
Alessandra Wagemaker van der Spek Março 30, 2016 at 2:04 am

Muito legal seu texto Regina! Descendente de holandeses, sempre fui tratada assim pelos meus pais, e foi o que eu fiz com os meu filhos, e faço até hoje! Já fui chamada de espartana por colocar meus filhos (pequenos!!!) na cama as 19:30!!! Mas sou feliz em ver o resultado que tenho tido com as atitudes deles hoje em relação a tudo isso que você mencionou quanto às responsabilidades e determinações deles! Grote omhelsing en veel success verder! Groetjes

Resposta
Regina Oki Março 30, 2016 at 11:16 am

Oi, Alessandra! Hartelijk bedankt en welkom in ons gesprek!Adorei saber da sua história… não tenho dúvidas de que você está no caminho certo… eu brinco que eu já era “holandesa” antes de vir morar aqui, pois meus filhos também iam para cama às 19:30 (e eu nem sonhava em morar aqui!). . Muito obrigada, mais uma vez, pela leitura e pelo comentário… Um grande abraço!

Resposta
Janaina Cardoso Março 30, 2016 at 4:48 pm

Nossa! Você conseguiu sintetizar muito bem tudo que vi e vivi durante os 7 anos q morei em Amsterdam! Eu fui babá e trabalhei em muitas casas holandesas e vivenciei isso na pele, admirando e dizendo pra mim mesma que seguiria tudo a risca quando tivesse meus filhos! Maaaass já voltei para o Brasil há 3 anos e hoje tenho uma filha de 11 meses, quem nem se quer dorme no berço dela. ????Rotina pra dormir não existe aqui em casa , já que temos uma rotina “fora da rotina”. Não sei se por causa do clima ou da cultura ,aqui no Brasil temos muitas atividades sociais , tipo: colação de grau, reuniões fora do horário do trabalho, muitos aniversários por semana por causa da família grande, e a falta de uma babá (tb por razões finceiras). Tudo isso propicia uma “desrotina”. A presença de parquinhos e brinquedoteca em shoppings e restaurantes provam isso. Ahhh sem falar nas mãe e avós q já logo gritam ” põe esse menino pra dentro , ta ventando” , mal sabem elas q na Holanda só venta ..kkkk ! Mas gostei muito do post, mesmo fugindo da minha realidade eu ainda almejo essa estrutura .

Resposta
Regina Oki Março 31, 2016 at 12:28 pm

Oi, Janaina! Primeiramente, muito obrigada pela leitura e por compartilhar conosco suas opiniões e experiências. Que legal que você se identificou com o texto… A minha proposta era essa mesma: promover o diálogo e a troca. Concordo com você: a nossa cultura, o clima e as relações sociais propiciam, e muito, um comportamento diferente.

Confesso a você: o que mais gostaria de ter feito diferente é, também, essa questão de dormir… meu filho mais velho deu muito trabalho com isso… morríamos de pena e nos revezávamos no quarto dele (para não trazê-lo para o nosso). Penamos por anos com essa questão. Eu nunca tive coragem de deixá-lo chorando até cansar e ignorar a manha… rsrs… mas, tudo passa. Hoje ele é um rapaz bem-resolvido, que mora sozinho, independente e feliz. Resumo da ópera: no fim, tudo se resolve! Muita felicidade para você e sua filhinha, com ou sem vento, berço ou no meio dos pais… Um grande abraço!

Resposta
Andreia Março 31, 2016 at 8:51 pm

Ola Cristina…Adorei seu texto…me identifiquei muito com ele
Sou Portuguesa e vivo na Holanda a 7 anos com 3 filhos pequenos..menina 6, meninos 5 e 3 e marido tb Portuguese.No meio destes sete anos tive uma pausa de tres em Portugal onde nasceu o nosso mais novo e entao pude fazer a comparacao de toda a minha maternidade e nascimento entre Portugal e Holanda….foi uma experiencia engraçada porque como era o terceiro eu ja sabia como o meu corpo reagia e quase que fiz tudo sozinha, quando foram ver a dilatacao pela segunda vez ja tava a cabeça a sair…enfin…eu muito calma e elas todas pareciam baratas tontas….Na Holanda, ja posso dizer com um grande sorriso que ate gelo passaram nos meus labios e na altura de ter a minha princessa.. a infermeira segurou me na mao e foi esses momentos e essas caras que ficam nas nossas memorias…
Hoje tento encutir tudo isso e mais que voce escreveu aos meus filhos e vejo que eles sao mt mais felizes e independentes coisa que em Portugal era dificil porque as pessoas nao entendem que é para o bem da criança e nao porque nao queremos ter trabalho ou deitamos as criancas cedo porque somos malucos…ehehee….
Obrigado por este texto e outros tambem que ja li seus…continue com o bom trabalho aqui nesta terra abencoada…
heel hartelijk bedankt en veel succes met alles wat in je leven 😉

Resposta
Ana Março 31, 2016 at 11:56 pm

Adorei ler o seu blog. Sou portuguesa e vivo há 11 anos na Holanda e tenho 4 filhos, Dois nascidos e criados em Portugal (28 e 27 anos) e dois nascido aqui (7 e 5 anos). Tudo o que escreveu é sem duvida bem verdade. Quando o meu filho de 7 anos nasceu, ele chorava muito, numa das consultas de rotina do medico, comentei isso. E a doutora perguntou-me que tipo de casa tinha eu. Disse-lhe que era um pequeno flat (sala, 1 quarto, cozinha e WC), portanto não era grande. E eu perguntava-me que raio de pergunta era aquela. Mas a resposta não tardou, ela disse-me se eu tivesse uma casa grande, daquelas com res-chão e primeiro andar, poderia sempre por o bebe num dos quartos dum dos andres, pois assim ele não nos incomodava e acabaria por adormecer, sem estar ao colo. Achei terrível o que tinha ouvido, Mas com o passar dos anos, habituamos-nos com todos os hábitos e costumes daqueles que nos rodeiam. Mas nunca deixamos de ser, e eu falo por mim, as mães galinhas, E olho para eles, que com tão tenra idade, parecem pequenos homenzinhos, e sobretudo independentes,

Resposta
Elias Abril 1, 2016 at 1:53 am

Olá Regina! Por vezes eu ficava me questionando sobre como as crianças holandesas (e de outras partes da Europa) eram tão comportadas e educadas, pelo menos em público (não é comum ver crianças gritando, dando birras, fazendo bagunça, etc). Acho importante que as crianças sejam criadas para terem autonomia na sua vida adulta, sabendo cuidar de si mesmas quando deixam a casa dos pais. E é como você falou: assim que completam a maioridade, já saem do “ninho” e constroem sua própria vida sozinhos. Isso é algo que eu admiro muito e, se eu fosse criado ao estilo europeu, seria uma pessoa totalmente diferente. Muito obrigado por compartilhar sua visão das mães holandesas.

Resposta
Regina Oki Abril 5, 2016 at 8:21 am

Oi, Elias! Eu também lhe agradeço por compartilhar conosco suas impressões e opiniões, muito interessantes e bem-vindas. Cada vez mais, eu acredito que a consistência ao agir é fundamental para criar uma criança equilibrada e um adulto autônomo e feliz. É muito curioso como essa base firme na infância facilita a vida adulta. Meu filho tem 20 anos e já mora sozinho há dois anos (por conta da universidade). Nunca tivemos que sair correndo para resolver um problema sequer para ele, que é super independente e maduro nas escolhas. Eu tenho certeza de que umas “pitadas holandesas” no meu modo de agir (mesmo com recaídas constantes de mãe “brasileira”) contribuíram para isso… Um grande abraço!

Resposta
Silvia Abril 1, 2016 at 8:31 pm

Muito bem escrito , tudo isso ai acima chama-se EDUCAR.

Resposta
Regina Oki Abril 5, 2016 at 8:15 am

Oi, Silvia!Muito obrigada pela leitura e pelo comentário.Eu não tenho dúvidas de que a educação (e o exemplo!) é a base de tudo…Um grande abraço!

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Flavia Malagolli Junho 16, 2016 at 7:55 am

Olá Regina, me identifiquei totalmente com seu texto, também sou do tipo de mãe que faz TUDO. Moro na Holanda há 1 ano e meio e também observei todas essas características nas mães holandesas que fazem toda diferença para a criança se tornar independente. Meus filhos tiveram que se encaixar meio que na marra rsrs e vi que está sendo muito bom pra eles. Um exemplo é que sempre levei e busquei na escola(mesmo já grandes). Hoje cada um vai com sua bicicleta e na volta vão para o shopping com os amigos, estão mais livres e independentes. Vi que foi importante mudar alguns hábitos, pois assim eles irão se integrar melhor com as crianças daqui e vão se tornar mais fortes para enfrentar os desafios da vida. Abraços.

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Regina Oki Junho 17, 2016 at 7:36 am

Oi, Flavia! Que legal ler o seu depoimento. Eu lhe entendo perfeitamente: muitas vezes me pego fazendo coisas tão desnecessárias para meus filhos, que me sinto até boba… claro que eles adoram! E eu fico com aquela sensação de que me cansei sem necessidade… mas enfim, é um longo aprendizado. No começo, eles reclamam mesmo, depois percebem que todos os amigos deles vivem muito bem sem aquele excesso de mimo nosso… e se adequam à nova realidade. Nessas horas eu penso que quanto antes eles aprenderem a andar “sem apoiar na mãe”, melhor para eles…Um grande abraço!

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Aguida Lyrio Brant Julho 11, 2016 at 5:24 pm

Olá, Regina. Ainda não sou mãe, mas simplesmente adorei o seu texto. Morei na Holanda e a relação das mães holandesas com os seus filhos me trouxe muito conforto, pois nunca me identifiquei muito com o papel da mãe que nos é apresentado pela sociedade brasileira. Na Holanda percebi que ser mãe não precisa ser um fardo, e que proteger os filhos não significa sufocá-los. O meu pai mora na Holanda há quase 20 anos e, inconscientemente talvez, nos criou, minha irmã e eu, com um certo toque de “mães holandesas”. Isso fez com que nós duas não tivéssemos medo de nos distanciar dele para seguir nossos sonhos. Sempre nos sentimos apoiadas, mas sempre fomos livres para fazermos nossas próprias escolhas. E sempre tivemos que resolver nosso próprios problemas, pois o PAPAI estava cuidado dos seus problemas próprios e só se não conseguíssemos resolve-los depois de muitas tentativas é que ele nos acudia. Por fim quase nunca levamos problemas pra ele, pois sempre achamos um jeito de resolve-los. Já aqui no Brasil há uma grande dificuldade das mães, e dos pais, de deixarem seus filhos tentar resolver seus problemas, superar suas dificuldades, e aprender com os erros. Adorei saber que outras pessoas também admiram e percebem essa diferença da maternidade e da paternidade na Holanda com relação aos pais brasileiros.. Criar filhos independentes não é só bom para as crias como também para os pais. O voo natural dos filhos acontece de forma tranquila e sem dor, diferente do que acontece no Brasil. É claro que a sociedade brasileira mudou muito desde a época da minha avó,. Rsrsr. Mas ainda temos muito a aprender.

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Regina Oki Julho 16, 2016 at 10:02 am

Querida Aguida, eu adorei o seu relato. Muito claro, meigo e consciente. Acho maravilhoso que possamos discutir a questão da maternidade, que pode sim ser carinhosa sem sufocar; que é viável sem os excessos (que não caracterizam necessariamente uma dose maior de zelo). Eu me considero uma mãe muito presente e prestativa, mas procuro deixar meus filhos livres para tomar suas decisões e aprender com os acertos e erros. Lógico que sempre estarei pronta a ajudar na hora do sufoco, mas acho importante que eles exercitem a independência e que saibam que podem (e devem) ser senhores do próprio destino. Muito obrigada por dividir conosco sua linda história de vida e sua relação saudável e amorosa com o seu pai. Um forte abraço!

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Lara Outubro 16, 2016 at 8:39 pm

Pelo visto eu fui a única que viu mais pontos negativos do que positivos nessa descrição de maternidade. Mãe que não pega bebê no colo, ignora “birras”, inflexiveis quanto as necessidades de sono das crianças e condições climáticas adversas, são pra mim o retrato da falta de carinho e respeito as necessidades físicas e emocionais dos filhos. Um bebê de 7 dias não tem a capacidade de autorregulamentação de temperatura corporal. Sinceramente, achei todos esses aspectos que citei acima profundamente indesejáveis a uma infância saudável e respeitada. Ter vida própria, sair com as amigas/amigos, não levar crianças em programa de adultos, papéis iguais entre homens e mulheres, ótimo, lindo e deveria ser assim no mundo todo. De resto, prefiro o amor das brasileiras, e agora vivendo em outro país europeu, prefiro o amor das irlandesas!

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Regina Oki Outubro 19, 2016 at 7:25 am

Oi, Lara! Muito obrigada pela leitura e por compartilhar conosco sua opinião sobre o assunto. Um grande abraço!

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Cica Junho 28, 2017 at 7:11 am

Adorei suas observações se parecem com as minhas…. Parabéns pelo texto!!

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