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Tipos de vistos para morar em Cingapura

Antes de pensar em se mudar para qualquer país, um dos principais pontos é saber sobre os vistos que cada lugar pede e, em Cingapura, não é diferente.

Para morar em Cingapura, é necessário obter um visto de trabalho ou ser dependente de um visto de trabalho antes mesmo de pisar no país. Diferente de países da Europa ou até mesmo dos Estados Unidos, chegar por aqui somente como turista e depois conseguir um visto de trabalho não irá funcionar. Aqui, as leis para realização de trabalho informal são bem severas e definitivamente não tem como dar um jeitinho. A melhor maneira então, já é chegar com o visto e seu emprego garantido.

O visto de turista que para brasileiros é concedido na hora, te permite ficar por 30 dias com possível extensão de mais 30. Para saber como solicitar a extensão, clique aqui.

Com o visto de turista, não é possível abrir conta em bancos ou alugar um apartamento por longos contratos e até para solicitar serviços de internet e telefone, é necessário ter um visto mais longo. Você pode sim alugar um apartamento por temporada, dentro dos 30 ou 60 dias do visto, mas se por acaso o turista não sair do imóvel no prazo estabelecido, as punições são até bem severas. No momento da saída, a pessoa será punida com aprisionamento de no máximo 6 meses e/ou multa de até SGD 2.000,00 (dois mil dólares de Cingapura) segundo o Imigration Act.

Uma outra forma de morar em Cingapura por um período um pouco maior, mas que não te permitirá trabalhar, é obter um visto de estudante (Student Pass). Esse visto permite que você fique no país o tempo que durar os estudos e é concedido assim que você for aceito em uma instituição de ensino para um curso considerado integral. Para cursos de final de semana ou de tempo parcial (part-time), não serão concedidos visto. Cada instituição de ensino terá seu processo para aplicação do visto, no entanto, o básico é ter a carta de aceitação da instituição e os documentos necessários. Para mais informações sobre como estudar em Cingapura, veja meu outro texto aqui ou acesse o site do Ministério da Educação.

Vistos de trabalho são os ideais para ter uma vida em Cingapura. Os vistos variam de acordo com o tipo de trabalho, faixa salarial e o nível de experiência (expertise). Cada um terá seus requisitos para que o MOM (Ministry of ManPower) – Ministério do Trabalho aceite ou recuse o visto. É importante ressaltar, que os vistos podem ser negados mesmo sendo aplicados pelo próprio empregador por diversos motivos. Ou seja, mesmo que tenha uma empresa querendo te dar a vaga, não garante que você conseguirá o visto. Caso isso ocorra, o candidato precisará aguardar 6 meses para tentar tirar o visto novamente.

Leia também: Bairros mais procurados pelos estrangeiros em Cingapura

Veja abaixo quais são os tipos de vistos concedidos por aqui:

Work Pass

Esse visto é para estrangeiros de alguns países que trabalham na área de construção, manufatura, estaleiros navais, serviços e processos considerados de baixa expertise. Não há um salário mínimo. Esse tipo de visto, não oferece o visto de dependente. Para aplicar, normalmente é necessário um agente e somente algumas nacionalidades são permitidas de acordo com cada setor. Nesse visto, está incluído também os vistos para trabalhadores domésticos. Mais informações aqui.

S PASS

Esse visto é oferecido para estrangeiros considerados com média expertise, ou seja, profissionais que atuam no nível técnico. O salário mínimo para esse visto é de SGD 2.200,00 (dois mil e duzentos dólares de Cingapura) e é necessário ter um certificado ou diploma e experiência de trabalho. O prazo oferecido para esse visto é de até 2 anos, podendo ser renovado.

O S Pass permite que o funcionário aplique para um visto aos seus dependentes, caso tenha salário fixo acima de SGD 5.000,00 (cinco mil dólares de Cingapura).

Employment Pass

Vistos para estrangeiros profissionais de alta expertise, gerentes, executivos, ou que desempenhe um trabalho especializado. É o visto que normalmente os estrangeiros que chegam para trabalhar nas multinacionais de diversos ramos recebem. Os requisitos para esse visto são: que o candidato ao visto tenha um salário de no mínimo SGD 3.600,00 (três mil e seiscentos dólares de Cingapura) além de ser necessário ter Diploma de Graduação e/ou certificados profissionais. A duração do visto é de 2 anos podendo ser renovado. Também permite que o funcionário aplique para um visto aos seus dependentes, caso tenha salário fixo acima de SGD 5.000,00 (cinco mil dólares de Cingapura).

Quem aplica os vistos e informa todos os dados do aplicante para o MOM é a própria empresa empregadora. É enviado um formulário com todos esses dados, inclusive o salário e benefícios que o futuro funcionário irá ganhar e ficará registrado no cadastro dessa pessoa.

Para os membros da família também há diferenças:

Dependent Pass

Para parceiros legalmente casados e filhos não casados de até 21 anos.

Long Term Visit Pass

Para parceiros unidos por união estável, namorados, filhos “postiços” e para pais do funcionário que ganhar mais de SGD 10.000,00 (dez mil dólares de Cingapura). Os membros da família que desejam trabalhar, são legalmente permitidos caso arrumem um emprego. A empresa empregadora contatará o MOM para solicitar uma Carta de Consentimento – LOC (Letter of Consent).

Existe ainda, o visto para empresários ou futuros empresários que desejam abrir um negócio em Cingapura. As regras são diferentes e mais extensas, é o chamado EntrePass. Algumas informações podem ser encontradas aqui.

O visto de trabalho permitirá ao estrangeiro acesso a tudo em Cingapura exceto alguns serviços públicos que somente os cidadãos podem ter, conforme já expliquei aqui no meu outro texto sobre cidadania.

Todas as informações sobre vistos estão disponíveis no site do MOM.

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7 comentários

Omara Damasceno Novembro 5, 2017 at 3:50 pm

Muito esclarecedor!Parabens Fernanda

Resposta
William Dezembro 15, 2017 at 1:54 am

Boa noite!
Muito bom as informações!
Uma dúvida, um conjungue que possui o dependent pass, pode trabalhar, estudar, etc?
Quais seriam as atribuições do DP?
Obrigado

Resposta
Fernanda Froimtchuk Maio 31, 2018 at 7:35 am

Olá. Desculpe a demora. Sim com o DP é possível trabalhar e estudar. Para trabalhar basta arrumar um emprego que a empresa possa contratar estrangeiros com DP ( as vezes as empresas possuem pequenas quotas para estrangeiros com DP). Mas no geral é possível. Estudar é 100% possível. Só avisar que está sob o visto de DP que então a instituição irá fazer a matrícula de acordo com este visto.

Resposta
Engenheira Maio 30, 2018 at 12:01 pm

Oi Fernanda -estou num processo de contratacao de uma multinacional. Sou engenheira com 7 anos de experiencia e devo ter um salario de cerca de SGD 120.000 anuais. Sou solteira, sem dependentes.
Voce acha que tem alguma chance to meu visto nao ser aceito? Quanto tempo em media para ter essa resposta do governo? Obrigada!!

Resposta
Fernanda Froimtchuk Maio 31, 2018 at 7:30 am

Olá. Se você está com o processo atrelado a multinacional , ou seja, eles que estão aplicando para você etc, o seu risco de não conseguir é baixíssimo. Normalmente o processo é rápido. De 1 semana a 15 dias no máximo após a solicitação por parte da empresa.

Resposta
Mau Março 10, 2019 at 9:34 pm

Oi Fernanda. Seus posts estão ajudando bastante no meu conhecimento sobre Singapura. Estive lá recentemente e fiquei encantado com a segurança, a receptividade e educação das pessoas, limpeza, funcionalidade urbana,arquitetura…. enfim tudo o que vc morando ai deve já conhecer. Uma das coisas que eu fique triste com relação à possibilidade de viver em Singapura, foi a existência da lei que proíbe relação homossexuais, Sou casado ha mais de 4 anos e não sei se isso seria algum impedimento. Conversei com algumas pessoas de Singapura e eles me falaram “que eles não ligam”, mas se existe uma lei contra….. Você tem algum conhecimento do assunto?
Obrigado e parabéns!

Resposta
Liliane Oliveira Março 11, 2019 at 10:37 pm

Olá Mau,
A Fernanda Froimtchuk parou de colaborar conosco e, infelizmente, não temos outra colunista morando no país.
Obrigada,
Edição BPM

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