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Tráfico humano nos EUA

Tráfico humano nos EUA

Comercializar um indivíduo por seu talento ou seu produto pode render muito dinheiro para todas as partes envolvidas numa negociação. O profissional negociado, geralmente, ganha fama e também engorda a sua conta bancária. Esta pode ser a realidade de jogadores de futebol, modelos, atores, cantores internacionais. Porém, esta realidade não é a mesma para todos, porque uma das formas mais antigas e cruéis de comercializar um indivíduo sobreviveu ao tempo e é conhecida como tráfico humano ou escravidão humana.
De acordo com a ONU Mulheres, o tráfico humano atinge 124 países.

O que é o tráfico humano?

O tráfico humano também é conhecido por tráfico de pessoas. É um ato criminoso caracterizado pela comercialização, exploração, escravização, aliciamento de um indivíduo ou um grupo.
O tráfico de mulheres se destina a escravidão sexual e venda das mesmas como objetos. Infelizmente, esta atividade ilegal tem sido muito lucrativa. Segundo relatórios das Nações Unidas, o tráfico humano gerou, aproximadamente, $150 bilhões no ranking mundial.

Quem são as vítimas?
Os grupos mais visados são mulheres, adolescentes e crianças.

Quais são as circunstâncias que colaboram para que uma pessoa se torne uma vítima de tráfico humano?
São muitas as circunstâncias que facilitam a atuação de um aliciador.

Adolescentes
De acordo, com estudos realizados por agências governamentais nos Estados Unidos, uma adolescente que foge de casa está mais sujeita a ser sequestrada em 10 minutos.
Adolescentes encontram o aliciador através de suas páginas nas redes sociais, o principal meio de atuação. Outro meio é através de um colega de escola ou mesmo de um namorado numa troca de favores. Quero ilustrar com mais detalhes o exemplo do namorado que alicia uma adolescente. Este namorado “mima” a adolescente com presentes caros, garantindo a afeição da vítima. Até que um dia ele revela estar endividado ou ter gastos extras e pede a colaboração financeira da namorada, mas a mesma não tem como ajudá-lo monetariamente. Diante deste situação, o falso namorado convence a namorada a prestar serviços sexuais aos seus clientes conhecidos por amigos.

Mulheres
Muitas de nós desejamos uma vida melhor e temos o direito de sonhar e prosperar. Nesta busca, algumas mulheres encontram ofertas de trabalho fora de seu país de origem através de agências, aparentemente, legítimas. As ofertas de trabalho são inúmeras como modelo, empregadas domésticas, dançarinas e outras.
Quando essas mulheres que, investiram tempo e dinheiro, chegam ao destino final se deparam com um tipo de trabalho totalmente diferente do combinado. Muitas são forçadas ao trabalho escravo ou trabalham por uma remuneração mínima, totalmente abaixo do que foi acertado, que as mesmas não podem se sustentar. Geralmente, o passaporte fica nas mãos do “empregador”. Nas piores circunstâncias, mulheres são forçadas a prostituição que inclui o serviço de “escort” a prostituição de rua. São mantidas em cárcere privado, sob permanente vigília. As mesmas são revendidas continuamente e transportadas, de um lugar para outro, sem ter a mínima noção de onde estão, como se fossem mercadorias. A maioria é submetida a utilização de drogas e álcool.

Outra modalidade de tráfico de pessoas é o casamento servil, ou seja, a mulher é traficada para servir a um homem.

Tristemente, as vítimas não se veem como escravas sexuais ou laborais devido ao trauma vivido e nunca denunciam seus aliciadores.

Nos Estados Unidos, a situação nas fronteiras especialmente do Texas é grave. Imigrantes sofrem com uma jornada de privações e abusos ao tentar atravessar do México para os Estados Unidos. Aqueles que não são pegos pela polícia chegam aqui sem nenhuma garantia de trabalho.
Aliciadores frequentemente usam passaportes com nomes falsos quando atravessam a fronteira com crianças.

Em 2010, o Brasil lançou uma campanha para prevenir novos casos de tráfico de pessoas. A campanha se chama Campanha Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Mulheres. A polícia federal distribui uma cartilha nos aeroportos internacionais. A cartilha alerta os brasileiros a desconfiar de casamentos arranjados por agências nacionais e internacionais, assim como avaliar com muito cuidado qualquer contrato e promessas de emprego no exterior.

(No Brasil) Esta campanha criou o disque denúncia Ligue 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, e do Ligue 100, da Secretaria de Direitos Humanos, a cartilha informa os telefones do Ligue 180 Internacional: 900.990.055 (opção 1).

(Nos Estados Unidos – Texas) O Estado do Texas criou a Central Texas Coalition Against Human Trafficking que trabalha na mesma direção do programa do Brasil, tem o objetivo de alertar a população sobre o assunto e como identificar possíveis vítimas de tráfico humano. Para denúncias ou suspeitas nos EUA ligue 888-3737-888 ou, para Austin, TX PD 512-974-4786.

Dicas importantes antes de embarcar para uma nova vida:
– É muito importante fazer uma pesquisa sobre o país de interesse.
– Aprender quais são suas leis trabalhistas e que tipo de visto é exigido.
– Aprender um pouco do idioma local.
– Confirmar ou obter informações através de outras fontes como consulados e embaixadas.
– Não entregar seu passaporte a terceiros.
– Acreditar que qualquer situação suspeita é suspeita. Buscar autoridades locais mesmo que lhe digam que você não tem o direito. Você tem e deve procurar ajuda.

Para aqueles que desejem saber mais sobre essa realidade, por favor, visitem os links abaixo em português e inglês. Somente a prevenção pode ajudar a diminuir os casos deste tipo de crime. Quanto mais aprendermos, mais fácil fica identificar e denunciar.

CTCAHT

The Atlantic News

UNODC

 

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