Como aproveitar o verão europeu dentro do orçamento

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Foto: pixabay.com
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Viajar é incrível! Para aqueles que curtem se aventurar por outras culturas e conhecer lugares diferentes, poucas coisas são mais interessantes do que viajar.

A Europa é um prato cheio pra quem tem essa paixão, afinal, a distância entre os mais diversificados países que o Velho Mundo abriga é muito pequena para nós, que estamos acostumadas com um país de dimensões continentais. Além disso, temos incríveis 90 dias para circular pelo velho continente com visto de turista, concedido no momento de entrada e sem grandes burocracias.

No entanto, o que pode parecer um sonho torna-se um pesadelo quando o assunto é dinheiro, hoje o câmbio de real para euro faz com que nosso poder aquisitivo seja divido por quase 4, o que em algumas situações pode ser uma limitação pra muita gente. No entanto, essa “barreira” só torna a experiência mais desafiadora, sendo assim, abaixo listo algumas dicas sobre como viajar para Europa maximizando sua experiência dentro de um orçamento limitado.

Primeiro de tudo, opte por hospedagens em hostels, de preferência em quartos misto e compartilhados. Essa opção pode ser um problema para quem não consegue dormir com barulho, luzes e demais perturbações, que são inevitáveis nesses tipos de acomodações, sendo assim, não pode ter ‘frescura’. Outro cuidado também é quanto à segurança de seus pertences, afinal, geralmente só estamos no hostel pela manhã e final do dia, por isso recomendo que itens como passaporte e dinheiro nunca sejam deixados em armários, mesmo que tenha cadeado. Infelizmente, cadeados são facilmente abertos e a última coisa que queremos é um problema no meio da viagem.

Tirando essas questões, eu só tenho boas experiências quanto a hostels. Para quem viaja sozinha é um ótimo local para conhecer pessoas e trocar figurinhas sobre a cidade. Na hora de escolher o hostel, opte por estabelecimentos que:

  • Sejam bem localizados quanto ao transporte público;
  • Estejam próximos aos locais que você pretende visitar;
  • Tenham boas avaliações de demais viajantes, especialmente quanto à limpeza;
  • Não seja muito influenciada por cafés da manhã, pois geralmente os hostels que oferecem cafés da manhã na verdade apenas disponibilizam pão de forma, cookies, café, suco artificial, manteiga e alguma geleia;
  • Tenham cozinha compartilhada, com geladeira e fogão – esta é uma ótima opção para economizar, afinal a comida na Europa não é barata na maioria dos restaurantes.
Foto: arquivo pessoal

E falando em comida, uma outra dica importante é perguntar às pessoas locais sobre restaurantes, pois ao redor das áreas turísticas as opções costumam ser muito caras e não tão boas. Em Madrid, por exemplo, é possível, sim, gastar 7 euros e comer muito bem!

Comprar comida em mercados e preparar no hostel é uma ótima opção, pois os mercados daqui têm muitas opções e são ‘baratos’ se compararmos aos preços dos restaurantes. Eu só recomendo que vocês reservem pelo menos algumas refeições em bons restaurantes, pois a comida europeia é uma atração à parte!

Outro detalhe importante é quanto ao transporte público, sempre informe-se sobre as alternativas de compra de pacotes de bilhetes. Geralmente, valem mais a pena, mas antes de já comprar, dê uma volta pela cidade, pois o que pode parecer distante para alguém que vive no local, para um turista que gosta de caminhar longas distâncias chega a ser agradável e mais interessante para conhecer locais que, de metrô, você não veria.

Ainda falando em transportes, para quem quer transitar entre países ou entre cidades de um mesmo país, há várias alternativas: trem, ônibus, avião, mas dentre elas a mais barata é a carona! Sim, os aplicativos de caronas oferecem preços muito melhores do que as anteriores, e também é um ótima opção para conhecer pessoas! Na Espanha, eu utilizei o “Bla Bla Car” e recomendo.

Sobre passeios turísticos, em museus, castelos e parques, fiquem atentas aos dias gratuitos! Grande parte dos museus possui um dia ou horário específico que são gratuitos, programe-se, aproveite e chegue antes, pois nesses dias as filas costumam ser grandes.

Algo importante a saber também é que tomar água da torneira está liberado! Na maioria das cidades da Europa a água da torneira é potável.

A dica final é quanto aos destinos escolhidos. Nessa época do ano (verão) tudo é muito caro por aqui, mas ainda assim existem locais que são mais acessíveis. Dessa forma, caso não exista uma necessidade muito grande de conhecer um local específico, aventure-se! Existem muitos destinos mais em conta na Europa, pois são menos conhecidos, mas não devem nada aos mais populares.

Enfim, abaixo alguns dados de pesquisas recentes que fiz quanto às informações listadas acima e uma última dica, não fique convertendo! Traga em espécie o máximo de dinheiro que você puder e cuide bem dele, faça uma média de quanto pretende e acha justo gastar por dia e tente seguir seu ritmo sem muita pressão. E, em último caso, use o cartão de crédito – esse sim não compensa de forma alguma, pois com a conversão, taxas e IOF o valor a ser pago pode chegar a quase 4 ou 5x o o que foi gasto em euros!

Hospedagem

Hotéis convencionais: diárias a partir de 30 euros (se você der sorte).
Hostel compartilhado: diária a partir de 13 euros (locais populares, em locais menos conhecidos pode chegar a 7 euros!).

Alimentação

Restaurantes convencionais: refeições em média de 10 euros.
Compra para uma semana cozinhando em hostel: 12 euros (com vinho, cerveja, queijos, massa, vegetais, frutas, pão e café).

Transporte

Ônibus: dentre as opções convencionais, é a mais barata (não estou contando com algumas ofertas incríveis de companhias aéreas low cost), mas aqui ônibus varia com a demanda igual avião no Brasil, sendo assim, em média 50 euros dependendo do trajeto.

Aplicativos de carona: em média, 30% mais baratos que qualquer opção dependendo do trajeto.

*Média de gasto diário possível: 15 euros (comendo, se locomovendo e aproveitando a cidade).

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Natália é de Mirassol, uma pequena cidade no interior de São Paulo. Já morou em vários cantos do Brasil e hoje vive seu ano sabático aventurando-se pelo mundo sem roteiro predeterminado. Já passou por alguns destino da Europa e até o final do ano pretende passar pela Ásia, incluindo Japão. É Relações Públicas de formação, mas sempre trabalhou com varejo de moda, atuando na área comercial e no desenvolvimento de equipes. Apaixonada por pessoas, natureza, música e movimentos culturais está sempre em busca daquilo de melhor e mais característico que as regiões visitadas tem a oferecer.

5 Comentários

  1. Ótimas dicas! Não vejo a HR de me aventurar com a família… Mochilão com criança pequena… Medo. Obrigada pelas dicas e por implantar a semente das possibilidades nos nossos corações aventureiros. Obs: vc é mto gata. Bjs.

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