Grécia – Inverno – Parte 2

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Monumento famoso na orla da cidade
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Bom, considerando que o meu primeiro texto para o Brasileiras Pelo Mundo foi sobre o inverno na Grécia e, desde então, recebi diversos comentários de pessoas que o leram e vieram pedir mais recomendações, decidi escrever uma continuação sobre como é essa estação na Grécia, incluindo mais opções para quem quer visitar o país na época mais fria do ano, que costuma ser também a mais barata e mais tranquila.

Fora tudo o que destaquei ser possível fazer em Atenas, além de algumas dicas de estações de ski que o país possui, outros passeios são muito bem-vindos nesse período que, apesar de ter temperaturas mais baixas, continua com muito sol e apenas algumas chuvas ocasionais. Então vamos lá!

Nos meus primeiros meses morando em Atenas – lá em 2013 – fiz um passeio a um destino que é destaque em diversos blogs e sites, além de pesquisado e organizado por agências turísticas: Meteora.

Para quem não sabe, Meteora é um dos patrimônios mundiais da Unesco, sendo um dos maiores complexos de mosteiros do mundo. São no total seis mosteiros que foram construídos sobre pilares de rochas. O nome Meteora já diz tudo, pois significa “suspensos no ar”. A paisagem parece fictícia. É muito difícil acreditar no que os nossos olhos estão vendo. Já fui lá uma segunda vez e ainda assim fiquei tão impressionada quanto na primeira vez. Antigamente, os acessos aos mosteiros eram feitos por guindastes, mas em 1920 foram construídas escadas.

Fica uma dica aqui: é um pouco difícil caminhar da vilazinha de Kalambaka até os mosteiros (mas não é impossível, tudo vai depender do frio). Existem trilhas para seguir que vão sinalizando no caminho os próximos passos. Mas se estiver muito frio, principalmente nos meses de janeiro e fevereiro, o melhor a fazer é pegar um táxi até o maior dos mosteiros e de lá seguir andando para ver um ou dois mosteiros mais (no verão também existe a possibilidade de pegar um ônibus que circula pela vila). Por dentro os mosteiros são muito semelhantes, então conhecer dois ou três é suficiente. Caso queira passar em todos os mosteiros, você com certeza precisará de mais de um dia hospedado na vila.

Porém, essa é uma viagem que pode ser feita em um dia (esquema bate e volta). Eu fiz isso e confesso que foi bem cansativo porque pegamos o trem e chegamos de madrugada na vila, passando o dia todo sem dormir praticamente e retornando no fim do dia, chegando à noite em Atenas. É recomendável, portanto, caso tenha mais disponibilidade, passar uma noite por lá. Eu fui em pleno inverno, no mês de janeiro e, apesar de frio, é possível conhecer Meteora nessa época. A paisagem continua sendo incrível e não deixa nada a desejar. Também é possível chegar lá de ônibus ou carro e acho essas opções mais recomendáveis, pois os trens na Grécia, em geral, não são muito confortáveis.

Um pouco mais adiante, no oeste do país, para quem gosta de viajar de carro ou ônibus, fica a região de Epiro. Já escrevi um texto somente sobre essa área que vocês podem conferir aqui. É também uma região boa de se visitar nessa época, com paisagens lindas de montanhas, além de cafés e restaurantes para curtir o friozinho.

Mais ao norte do país está Thessaloniki (ou Tessalônica), a segunda maior cidade da Grécia. Assim como Atenas, Thessaloniki tem uma orla linda, ainda mais bem cuidada e movimentada do que a capital do país. São diversos bares e restaurantes na orla, uma noite badalada e muita gente para ver. Já estive ali duas vezes e a cidade é uma opção para quem vive em Atenas e quer variar um pouco a diversão no final de semana. Com as companhias aéreas de baixo custo, ficou bem fácil visitá-la!

Além da orla, a cidade, assim como Atenas, tem diversos sítios arqueológicos espalhados, e também igrejas, museus e uma grande muralha que costumava cercá-la. A Torre Branca, que fica na orla, merece ser vista por fora e por dentro, onde funciona um museu sobre a história da cidade. E no topo dela pode-se aproveitar uma vista fantástica! Vale a pena ficar na cidade no mínimo dois dias, sendo três o ideal para conhecer e curtir tudo que ela oferece. E com a vantagem de que viajar para lá no inverno, mesmo com friozinho, vai ser tão proveitoso quanto no verão.

Muita gente também me pergunta se é recomendável ir nas ilhas durante o inverno. Eu diria que depende muito da ilha. É verdade que muitas delas estarão bem vazias, pois vivem do turismo no verão, mas algumas maiores, como Creta e Rodes, por exemplo, possuem uma vida normal, com muitos gregos vivendo por ali. Nesses casos, é mais tranquilo encontrar lugares para se hospedar, comer e as paisagens continuam lindas, apenas é mais complicado arriscar o banho de mar com menos de 15 graus do lado de fora (mas há quem goste!).

Sobre as ilhas mais famosas, Santorini e Mykonos, eu diria que no caso de Santorini é possível também visitar a ilha. Há barcos fazendo o trajeto e até voos para lá no inverno. Porém, muitas coisas nas vilas estarão fechadas e tudo bem vazio. A vista continuará lá, caso você não tenha alternativa de vir no verão para conhecê-la. E essa sem dúvida é uma ilha em que não é tão necessário ir à praia e tomar banho de mar. Já Mykonos, para os baladeiros e praieiros, esqueçam a ilha no inverno. Mykonos é uma ilha pequena e nessa época quase nada estará aberto e nem haverá festas acontecendo, porém, a ilha tem outras belezas e um dia ensolarado pode fazer valer a pena o passeio se você curtir uma viagem mais relaxada e sem badalações.

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